Limpava ás sujas mangas da batina

Do seu teimoso pranto as grossas bagas,

Sentado á sombra de uma velha ruina.

Ruíra, ha muitos annos o convento,

Onde lédo passara a mocidade,

E vinha agora alí, por seu tormento

Curtir as agras dores da saudade.

«Frei Manuel, (lhe pergunto) que pezares

Turvam teu rosto que em tal pranto lavas?

Tens culpa que ruissem os altares