VISITA V.
Ah! meu Deus, meu Rei, meu Senhor! Quem me dera que todos os meus membros se convertessem em linguas para louvar, e engrandecer as finezas e os excessos de bondade nesse Divino Sacramento, onde continuamente estais prompto para ouvir, e para consolar esta indigna creatura vossa: eu me attrevo a dizer, Senhor, que sois excessivamente amante dos homens, porque lhes déstes tudo quanto lhes podieis dar nesse Sacramento, para que elles vos amassem. Ah! meu amabilissimo Jesus, Dai-nos um amor grande, um amor forte, para vos amar, pois não é razão que amemos com tibieza a um Deus, que nos ama com tanta efficacia. Attrahi-nos a vós com os doces attractivos do vosso amor.
Ó Magestade, e Bondade infinita! Vós amais tanto os homens; vós tendes obrado tantas finezas para serdes amado dos homens; e é possivel que entre os homens haja tão poucos que vos amem! Eu já não quero, ser (como tenho sido) do numero desses ingratos: eu estou resoluto a amar-vos quanto posso, e a não amar outro objecto mais que a vós: vós assim o mandais; vós assim o mereceis; quero contentar-vos. Fazei, ó Deus da minha alma, que eu vos agrade: eu assim o espero, e vo-lo peço pelos merecimentos da vossa Paixão Sagrada. Os bens da terra dai-os a quem os deseja, se quereis, eu só o que quero e o que busco é o grande thesouro do vosso amor: amo-vos, meu Jesus, Bondade infinita: vós sois toda a minha riqueza, todo o meu contentamento, todo o meu amor.
Minha vontade, etc. (
Como a pag. 19.
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A Communhão Espiritual
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