ACTO DE CONTRIÇÃO.
Na presença de vossa Soberana Magestade, meu Jesus, humildemente prostrado, me confundo na consideração da vossa infinita bondade, e dos meus gravissimos peccados. Havei piedade de mim, meu Deus, concedei-me o perdão das minhas culpas, que de todo o coração vo-lo peço. Peza-me, Senhor, de vos ter offendido por serdes quem sois, tão bom, tão santo, e tão amavel: proponho nunca mais vos offender, nunca mais peccar. Ouví-me pelas excessivas dores de vossa Santissima Mãe. E vós, piedosissima Virgem Mãe, e Senhora, Maria Santissima, acceitai este obsequio, que agora vos faço em memoria das vossas Dores; e por ellas vos peço, Senhora, que me alcanceis a graça de uma verdadeira conversão, e arrependimento dos meus peccados, e todos aquelles bens espirituaes, e temporaes, que me são convenientes. Tambem faço tenção de lucrar todas as indulgencias concedidas a esta Coroa, das quaes eu applico a mim as que puder lucrar em satisfação dos meus peccados, e as outras pelas almas do Purgatorio, conforme a ordem da justiça, e caridade. Amen.
Deus in adjutorium meum intende. Domine, ad adjuvandum me festina. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto, etc.
I. DOR.
Na Profecia de Simeão.
Nesta primeira Dor contemplemos, que tal seria a afflicção da Senhora, ouvindo a profecia de Simeão, a qual lhe profetizava que aquelle Menino havia de ser ruina para muitos, e que na sua morte uma espada de dor traspassaria a sua purissima alma.
P. N. e sete A. M. e Gl. P. etc.
Santissima Virgem, pela cruel espada que traspassou vossa Alma na profecia de Simeão, alcançai-nos de Deus que não sejamos daquelles, para quem, conforme essa profecia, o Senhor ha de ser ruina; mas que antes seja para nós eterna Resurreição. Amen.