Pois, Senhor, se é tanta, a vossa bondade, deixai que eu vos abra com confiança o meu coração, e vos diga: Ó meu Jesus! ó namorado das almas, eu bem conheço a ingratidão, com que vos tratão os homens. Vós os mais, e não sois amado; fazeis-lhes todo o bem, e recebeis desprezos. Quereis fazer-lhes sentir as vosssas amorosas vozes, e elles não vos querem attender: offereceis-lhes as vossas graças, e elles as recusão. Ah, meu Jesus! e é verdade que tambem eu algum tempo fui do numero destes ingratos! Ah, Deus meu! É mais que verdade; mais eu quero emendar-me, e quero compensar nos dias, que me restão de vida, os desgostos, que vos tenho dado, fazendo quanto puder daqui era diante por vos agradar. Dizei, Senhor, o que quereis que eu faça: tudo executarei sem reserva: fazei-mo saber por meio da santa obediencia que eu não tarderei em o cumprir. Deus meu; eu vos prometto resolutamente de não deixar mais cousa alguma, que eu entenda de hoje em diante ser do vosso agrado, ainda que para esse fim me fosse preciso perder os parentes, os amigos, a estimação, a saude, e até a propria vida. Sim, perca-se tudo, e dê-se gosto a vós. Feliz perda, quando se perde, e se sacrifica tudo, para contentar o vosso coração, ó Deus da minha alma. Amo-vos, ó Bem infinito, summamente mais amavel que todos os outros bens. Desejo unir o meu pequeno coração a todos os corações, com que vos amão os Serafins: só a vós amo, e só a vós quero amar sempre.

Minha vontade, etc. (

Como a pag. 19.

)[

[2]

]

A Communhão Espiritual

. (

que vai a pag. 11.

)[