(Lus. I, 102.)
Mas depois de reconhecida a barra já se póde tentar a entrada; então
já as proas se inclinavam Para que amainassem; A gente e marinheiros Tomam vélas; amaina-se a verga alta; Da ancora o mar ferido em cima salta;
(Lus. I, 48.)
e por fim
Pega no fundo a ancora pesada;
(Lus. II, 74.)
e aqui temos nós uma descripção completa da faina de fundear.
Surto o navio no porto, nem por isso cessam as suas manobras e fainas. Uma das mais importantes consiste na limpeza do costado do navio, que depois de uma viagem prolongada se acha coberto de incrustações, molluscos e algas marinhas, principalmente nas obras vivas. Quando os navios não eram forrados de cobre, como hoje são, esta operação era indispensavel, posto que difficultosa, sendo muitas vezes necessario espalmal-os, isto é, varal-os na praia, e até viral-os de querena. Não se esqueceu o Poeta d'este serviço maritimo, descrevendo-o assim:
Aqui de limos, cascas e d'ostrinhos, Nojosa criação das aguas fundas, Alimpamos as naus, que dos caminhos Longos do mar vem sordidas e immundas.