Não esqueceram ao Poeta os combates navaes, em que o marinheiro se torna soldado com duplicado valor, pois tem de combater ao mesmo tempo os tormentos e o inimigo. Ora é um desembarque:

Apercebido vae Em tres bateis.

(Lus. I, 85.)

Eis nos bateis o fogo se levanta Na furiosa e dura artilharia; A gente A povoação Esbombardea, accende e desbarata.

(Lus. I, 89, 90.)

Ora é um combate entre as embarcações miudas dos dois contendores:

Huns vão nas almadias carregadas; Hum corta o mar a nado diligente; Quem se afoga nas ondas encurvadas; Quem bebe o mar, e o deita juntamente. Arrombam as miudas bombardadas Os pangaios subtís.

(Lus. I, 91)

Ora é finalmente uma verdadeira batalha naval entre duas armadas, quando

em sangue e resistencia O mar todo com fogo e ferro ferve.