Deixa o marinheiro a patria e despede-se dos parentes e amigos, que o vão acompanhar ao embarque, não fallando nos curiosos que não perdem o imponente espectaculo que offerece um navio ao fazer-se de véla. Concorre pois, muita gente,
Uns por amigos, outros por parentes, Outros por ver sómente, Saudosos na vista e descontentes.
(Lus. IV, 88.)
Os que deixam a patria vão
Para os bateis caminhando.
(Lus., ibidem.)
Não o fazem a olhos enxutos; as lamentações dos que os acompanham redobram de intensidade á medida que se aproxima a hora fatal; a extrema afflicção faz perder a esperança do regresso; lamentam-se todos,
As mulheres c'um choro piedoso, Os homens com suspiros que arrancavam; Mães, esposas, irmãs, que o temeroso Amor mais desconfia, acrescentavam A desperação e frio medo De já nos não tornar a ver tão cedo
(Lus. IV, 89.)
É doloroso aquelle transe, mas o dever e a necessidade fazem calar a voz do coração. Para evitar mais lagrimas esconde-se a hora exacta da partida, e embarcam-se