—Capitão, a agua enche o porão. Dentro de dez minutos está nos embornaes.

Os passageiros corriam no tombadilho fóra de si, torcendo os braços, inclinando-se na amurada, olhando para a machina, fazendo todos os movimentos inuteis do terror. O tourista desmaiou.

Clubin fez um signal com a mão, calaram-se todos. Interrogou Imbrancam:

—Quanto tempo pode a machina trabalhar ainda?

—Cinco ou seis minutos.

Depois interrogou o passageiro guernesiano:

—Eu estava ao leme. O senhor observou o rochedo. Em qual dos Hanois estamos nós?

—Na Mauve. Reconheci ainda agora, com um pouco de claridade.

—Sendo a Mauve, continuou Clubin, temos o grande Hanois a bombordo e o pequeno Hanois a estibordo. Estamos a uma milha de terra.

A equipagem e os passageiros escutavam, tremulos de anciedade e de attenção, com os olhos fixos no capitão.