—A culpa é minha, não é sua. Não é justo que o senhor fique.

—Fico, disse Clubin. O navio será despedaçado pela tempestade hoje de noite. Não o deixarei. Quando o navio se perde, morre o capitão. Dir-se-ha de mim que eu cumpri o meu dever. Perdôo-te, Tangrouille.

E crusando os braços gritou:

—Attenção ás ordens. Larguem a banda da amarra. Partam!

Abalou-se a chalupa. Imbrancam tomou o leme. Todas as mãos que não remavam voltaram-se para o capitão. Todas as bocas gritaram: Hourrah para o capitão Clubin!

—Eis um homem admiravel, disse o americano.

—É o mais honrado homem do mar, respondeu o guernesiano.

Trangouille chorava.

—Eu devia ter ficado com elle.

A chalupa internou-se por entre o nevoeiro, e desappareceu.