Cumpria fazer apenas uma cousa.
A Durande, mettida nos rochedos, misturava a sua configuração á delles; confundia-se com os seus recortes, sobre os quaes parecia apenas um lineamento, ficava indistincta e perdida, e não bastava, com o pouco dia que havia, para attrahir a attenção da embarcação que ia passar.
Mas uma figura humana desenhando-se na alvura crepuscular, de pé na planura do rochedo Homem, e fazendo signaes de perigo, seria vista, sem duvida alguma. Mandariam um escaler para recolher o naufrago.
O rochedo Homem ficava a duzentas braças. Era simples attingil-o a nado, facil trepar por elle.
Não havia tempo a perder.
Estando a prôa da Durande sobre a rocha, era do alto da pôpa e do ponto em que estava, que Clubin devia atirar-se ao mar.
Começou por deitar um sonda, e reconheceu que havia ao pé da pôpa muito fundo. As conchas microscopicas de foraminiferos e de polydistineas que a sonda trouxe comsigo estavam intactas, o que indicava que havia alli profundas cavas de rocha, onde a agua, qualquer que fosse a agitação da superficie, era sempre tranquilla.
Despio-se, deixando as roupas no tombadilho. Acharia roupa no cuter.
Conservou apenas o cinto de couro.
Depois de despir-se, levou a mão ao cinto, apertou-o bem, apalpou a caixinha de ferro, estudou rapidamente com o olhar a direcção que devia seguir no meio dos parceis e das vagas para alcançar o rochedo Homem; depois, precipitou-se de cabeça para baixo.