Entretanto levantara-se o sol, perfeitamente puro. O dia estava claro, o mar calmo.

Gilliatt apressava o trabalho. Tambem elle estava calmo, mas na sua pressa havia anciedade.

Passava, em grandes pulos de rocha em rocha, do tapamento ao deposito e do deposito ao tapamento. Voltava puxando apressadamente, ora um gancho, ora um cabo. Manifestou-se então a necessidade daquelle deposito de destroços. Era evidente que Gilliatt estava diante de uma eventualidade prevista.

Uma forte barra de ferro servia-lhe de alavanca para mover os barrotes.

O trabalho executava-se tão depressa que mais parecia um crescimento que uma construcção. Quem não vio trabalhar um postageiro militar não póde fazer idéa daquella rapidez.

A abertura de leste era ainda mais estreita que a de oeste. Tinha apenas cinco ou seis pés de largura. A estreiteza ajudava Gilliatt. Sendo estreito o espaço que tinha de fortificar e fechar, a armadura seria mais solida e podia ser mais simples. Bastavam pois vigas horisontaes; as peças verticaes eram inuteis.

Postos os primeiros travessões do quebra-mar, Gilliatt trepou em cima e escutou.

O rugido tornava-se expressivo.

Gilliatt continuou a construcção. Accrescentou-lhe dous cepos da Durande ligados ás pontas das vigas com adrissas passadas nas tres rodas das polés. Ligou tudo com correntes.

Essa construcção era nada menos que uma especie de grade collossal; as pranchas eram as tenazes e as correntes eram os vimes.