Todas essas magnificencias tinham por centro o horror.

Um mez antes, no dia em que pela primeira vez Gilliatt penetrou na caverna, a fórma escura, entrevista por este nas dobras da agua secreta, era aquella pieuvre.

Estava ella em sua casa.

Quando Gilliatt entrando pela segunda vez na caverna, em busca do carangueijo, vio o buraco onde pensou que o carangueijo se tivesse refugiado, a pieuvre estava no seu buraco á espreita.

Póde-se imaginar esta espera?

Nenhum passaro ousaria chocar, nenhum ovo ousaria abrir, nenhuma flôr ousaria desabrochar, nenhum seio ousaria aleitar, nenhum coração ousaria amar, nenhum espirito ousaria voar, se se pensasse nas sinistras emboscadas do abysmo.

Gilliatt mettêra o braço no buraco; a pieuvre agarrou-o.

Gilliatt estava preso.

Era a mosca daquella aranha.

Gilliatt tinha agua até á cintura, os pés agarrados nos seixos arredondados e resvaladiços, com o braço direito atado pelas corrêas da pieuvre, e o tronco do corpo desapparecendo quasi debaixo das dobras e crusamentos daquella atadura horrivel.