Mas o animal estava bem morto. Gilliatt fechou a faca.
[IV]
NADA SE ESCONDE, NADA SE PERDE
Era tempo de matar a pieuvre. Gilliatt estava quasi sem folego; tinha o braço direito e o corpo rôxos; esboçavam-se nelles mais de duzentos tumores; alguns vertiam sangue. O remedio para essas lesões é a agua salgada; Gilliatt mergulhou n'agua. Ao mesmo tempo esfregava-se com a palma da mão e os tumores desappareciam.
Recuando e mergulhando n'agua, achou-se elle proximo da especie de cava que ficava ao pé do buraco onde a pieuvre o agarrou.
A cava prolongava-se obliquamente, e a secco, debaixo das grandes paredes da caverna. Os seixos que alli se tinham ajuntado levantavam o fundo acima das marés ordinarias. Essa anfractuosidade, era um largo cimbrio abatido, um homem podia entrar curvando-se. A claridade verde da caverna penetrava ahi e illuminava-a fracamente.
Aconteceu que, esfregando a pelle entumecida, Gilliatt levantou machinalmente os olhos.
Olhou para dentro da cava.