Uma tarde, a 15 ou 20 de Abril, ouvio-se na porta da sala baixa as duas pancadas que annunciavam o correio. Doce abrio a porta. Era uma carta.

Vinha do mar a carta. Era dirigida a mess Lethieny. Trazia o sello de Lisboa.

Doce levou a carta a mess Lethierry que estava fechado no quarto. Elle pegou na carta, pôl-a machinalmente na mesa, e nem olhou.

A carta ficou alli uma boa semana sem ser aberta.

Aconteceu, porém, que uma manhã Doce disse a mess Lethierry:

—Devo tirar a poeira de que está cheia a carta?

Lethierry pareceu accordar.

—Sim, disse elle.

E abrio a carta.

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