Preferia longos passeios sósinha, por caminhos e atalhos só della conhecidos, mas, apenas começavam, lá pelas 5 da tarde, a desfilar nos ares os bandos de pombos torquazes, buscando sempre inquietos e como que irresolutos até no vôo, o pouso para a noite, tambem se encafuava acautelada em casa, na capuába da boa mamãe.
Ficára retrahida, inquieta, menos confiante nos seus meios physicos de repulsa a tentativas de desacato.
Se se mostrava mais attenta aos requebros e protestos de dous ou tres, era para tel-os á mão, como especie de guardas vigilantes, o que desapontava não pouco os namorados de mais fresca data, obrigados a gaguejar as suas declarações de paixão, quasi á vista de uns estafermos, sorumbaticos, estatelados de tanto amor e estorvadores de profissão.
Do filho do Manéca Fructuoso, o tal do olho meio varado por uma laranja verde, fizera Gêgéca gato sapato. A tudo se prestava o pobre do trangola, macilento apalermado, comtanto que lhe fosse permittido respirar perto de quem lhe comera a alma, na energica expressão sertaneja.
—O Malaquias da boiada chegada hontem, e o Fortunato da tropa do Chico ricasso, dizia-lhe a ciganinha, querem por força falar commigo, cousa de segredo. Quando o sol se metter na matta, venha me buscar, ouviu, Nhonhô?
—Pois não, Gêgéca, vancé manda...
E o Malaquias da boiada e o Fortunato da tropa ficavam, cada qual por seu turno, todo embabocados e desageitosos, ao verem surgir ao lado da gentil apparição, anciosamente esperada, o typo escaniçado, muito comprido e ridiculo d’aquelle patito do sertão, o nosso Nhonhô Fructuoso.
—É excusado; com a Gêgéca ninguem póde, era voz corrente em todo o povoado de Santa Rita.
E tal ou qual prestigio mystico a rodeava, pois accrescentavam a meia voz: