A manhã de 1 de Janeiro de 1865 raiou, quando o tiroteio já havia começado. Na mata da margem esquerda do rio Feio estavão emboscados os paraguayos, na da direita os brazileiros, isto é, soldados de cavallaria que havião posto pé em terra. Commandava-os um valente capitão, Pedro José Rufino, homem envelhecido nas fileiras, cheio de serviços e esquecido ha muito no fundo de Matto-Grosso.
Os nossos atiravão bem, e um outro vulto vestido de baeta vermelho estirado no chão immovel mostrava a certeza do fogo. Um cadaver rolára mesmo pela barranca abaixo e tingia de sangue a agoa em que mergulhava o tronco.
A fuzilaria rolava forte, quando soou um grito:
—Os paraguayos estão passando o rio!
Immediatamente o clarim do 1.º corpo de caçadores deu signal de retirar.
De facto já dous esquadrões de cavallaria paraguaya estavão na margem direita e vinhão a redea solta sobre os brazileiros.
A principio os nossos retrocederão rapidamente, mas guardando ainda cada qual o seu lugar na fileira; depois a carreira foi-se accelerando, tornando-se vertiginosa, e ao passo que muitos deixavão a estrada geral para se atirar nas matas, os outros mais fincavão as esporas nos ventres de seus cavallos.
Então já não havia mais ordem nem respeito á gerarchia; tratava-se de correr.
De repente Gabriel Barbosa sentio a cavalgadura afrôxar.
O inimigo, apezar de todos os esforços, ainda vinha bastante longe, de modo que um soldado, ao passar pelo mineiro, parou por um pouco e lhe perguntou: