Á noute, ao redor da fogueira, elle espantava os seus males, e a viola chorava nos dedos do namorado. Os companheiros ficavão caladinhos a ouvir o cantor, cuja vóz ia longe que era cousa de pasmar.

Ventura me chamão todos,

Desgraça devem chamar.

Pois aquella a quem adoro

Não me quer a mim amar.

Sou tropeiro, não sou rico

Casas não tenho, nem ouro;

Mas no peito tenho honra,

E não sou filho de mouro.

No braço tenho talento[23]