Mas elle tinha jurado!

Quando no quartel não restarão senão tres homens, o commandante superior, não se fiando n’elles, mandou trancafial-os sem crime nem culpa na cadêa. Queria ao menos segurar bem esses ultimos.

Ventura baixou a cabeça e lá foi indo.

Já então havião chegado umas forças de S. Paulo e estava marcado o dia 4 de Julho de 1865 para a partida de toda a expedição que devia se internar pelo sertão bravio á procura do inimigo.

Na vespera d’aquelle dia terrivel, Babita veiu despedir-se do noivo que estava como um desgraçado galé encostado ás grades da cadêa.

—Ah! minha amada, disse Ventura pegando-lhe na mão, isto é que é ser desinfeliz de uma vez!...

—A culpa é de vassuncê, respondeu a moça soluçando.

—Mas se eu puz a mão no livro sagrado e jurei!... Foi destino...

—Eu não posso, interrompeu D. Cula, dizer que vassuncê faz mal... entretanto...

—O que devemos fazer, disse o coitado depois de uma pausa em que todos os tres choravam, é não perder a coragem... Eu vou para a guerra, é verdade; mas isso não quer dizer que já esteja defunto. Hei de voltar com toda a certeza, e então seremos felizes para sempre... Tenho o meu amor para me salvar. Agora, Babita, eu lhe peço uma cousa: seja sempre fiel ao seu noivo. Quanto a mim lhe juro pelas sete chagas de Nosso Senhor Jesus Christo que, na batalha ou no descanço, não haverá uma só hora que eu deixe de pensar em quem tanto quero.