Ribeiro (com um dedo na testa).—Eu comparava-me... Qual!... Está perdida... Adeos, idéa!... Malditas, malditas palmas!

Fonseca.—Console-se... fica para outra vez... ajudado pelo seu sobrinho... Este, sim, é poeta!...

D. Rita.—Com effeito o Alfredo faz bem bonitos versos...

Rocha (com alguma enfatuação).—Oh! isto é bondade!...

Ribeiro (com tom dogmatico).—Não, eu lhe digo com verdade, aquelle seu livro tem cousas recommendaveis... aquella ode sobre o Amazonas... aquella...

Fonseca (interrompendo-o).—Tambem foi acolhido com estrondo (voltando-se para Rocha) O senhor deve ter ganho muito, não é?

Rocha (ironico e superior).—Com a minha obra?... Qual! no Brazil não ha quem compre livros... As letras vegetão...

Ribeiro.—Tem toda a razão... Eu, apezar de ser seu tio, julguei dever comprar um exemplar... Não o quiz gratis, não só para animar a venda, como para não dever favores...

Fonseca.—Fez muito bem... No seu caso assim procedia...