Faria, Fonseca, Ribeiro, Lemos e Alberto.
Fonseca (levantando-se).—Não! isto é horrivel!... D’esta feita... (Com explosão) Mas é preciso fazer alguma cousa... tomar providencias!... Anda, Faria! (Sacode com força Faria, que parece estar meditando). Diga alguma cousa... Você sempre tem idéas...
Faria (meio abatido).—Estou pensando...
Fonseca (irado).—Qual pensando! Agora não é hora de pensar. Queremos factos... factos...
Ribeiro (muito sêcco para Faria).—É facto que o senhor, com suas historias... encalacrou-me (Com gestos da scena anterior). Equilibrio, alta... baixa... isto, aquillo e aquillo outro, o certo é que agora em Santos o meu dinheiro (Pesando nas palavras) está ardendo... e...
Lemos (interrompendo-o).—Deixe isso... Os nossos lucros por cá compensão tudo...
Ribeiro (com altivez).—Não me queixo da perda... deploro tão sómente que calculos...
Faria (como que acordando do lethargo).—Um telegramma para Santos... um telegramma!
Fonseca.—É verdade... um telegramma!... Um criado, depressa!
Alberto (que tem estado a olhar para o interior da casa).—É inutil: ha cinco minutos o telegrapho interrompeo as communicações... É noticia certa...