Ribeiro.—Um negocio de algodão...
D. Rita.—Não ha negocio que podesse obrigal-os a se retirar...
Ribeiro (com explosão).—Não sei, não sei, nada sei, mas o que lhe digo, Sra. D. Rita Ribeiro, é que a minha filha, a sua, a nossa filha não casará nunca com o tal Faria. (Com tom lugubre) É excusado pedir ou chorar. Ella não casa nem com o Faria, nem com o compadre, nem com ninguem...
D. Rita (admirada).—Expliquem-me o que houve... Estou pasma.
Ribeiro.—Eu nada lhe explico... já manifestei a minha vontade e aqui (com resolução) não é casa de Gonçalo, em que a gallinha cante mais do que o gallo... É excusado, senhora...
D. Rita (picada).—Mas quem lhe disse que eu morro de amores pelo Faria?... Minha filha, graças a Deos não precisa mendigar noivos...
Rocha (adiantando-se).—Minha tia, em duas palavras lhe explico tudo... O tal pretendente á mão de minha adoravel prima metteo-se, e por seus conselhos metteo o tio, em uma compra de algodão em Santos. Agora acontece que o genero baixou, de modo que elle, sem consideração alguma pela bondade com que o tratava o Sr. Ribeiro, arranjou inopinadamente uma viagem para Santos, afim de vêr se podia dar algum remedio aos seus prejuizos... Não houve nada que o retivesse... nem a honra de jantar hoje aqui, nem a perspectiva de estar com Isabel, que entretanto já lhe tinha sido quasi dada...
Ribeiro (tossindo e cortando a palavra a Rocha).—Isto é, o tio, o animal do Fonseca, procurou, etc., etc., e tal... mas eu...
Rocha.—Então o meu tio offendeo-se d’aquelle insolito procedimento e...