BUSTO DE CAMILLO
Por Diogo de Macedo.
As Cinzas de Camillo.
De resto, mais nada ha que sirva a marcar verdadeira piedade, ou grandeza; tudo ahi inculca o entrudo lugubre das ultimas cerimonias e honras officiaes, hoje tambem, no geral, negadas ou podres, como o mais das flores e presentes funerarios que, ao acaso, ahi restam.
Afinal um lixo caro, tudo o que para ali juntaram á volta das urnas do mesquinho Pantheon real!
E, entretanto,—ver-se-há mais tarde, e á razão duma melhor verdade—ahi velam algumas das maiores memorias que Portugal tem tido, mau grado a herança que as assombra.
Effectivamente, ha entre nós alguns monumentos funerarios de indiscutivel{42} valor, mas esses não estão em S. Vicente.
Estão em Santa Cruz de Coimbra, nos Jeronymos, em Alcobaça, na Batalha,—emfim espalhados por toda a parte onde uma disposição de ultima vontade, senão a propria devoção dos povos, os fez erigir, nunca pela idéa dum publico dormitorio de mortos, adrede obrigado a officiosas memorias.