Que sempre faz como este bons milagres,
Ei-lo desimpennado e mui lampeiro,
Qual andaluz corcel ou egua arabia,
A par d’outros corceis se vai trotando.
O povo cavallar na fórma nova
Não reconhece a burrical maranha.
Como elles folgazão retouça e pulla,
Ladeia, faz corcovos, trava o passo,
Emfim parece—Tanto podem numes
E tal é o podêr de um bom milagre!—