Pietro Beritini di Cortona n. 1596, m. 1669. Todas as suas ingenhosas producções tem um ar de nobreza, que encanta. Mas a obra prima d’este grande mestre é o roubo das Sabinas, que Lebrun servilmente copiou.—Roma e Florença.—

Mario Nuzzi di Fiore n. 1599, m. 1673; alcançou um grande nome pela maneira excellente de pintar flores.

Miguel Angelo Cerquozzi dito o das batalhas e bambochatas: nasc. 1602, m. 1666; teve um colorido vigoroso e um pincel ligeiro. Era tam habil no seu genero, que pela simples narração d’uma peleja, traçava logo a ordem do quadro no mesmo panno, em que havia de pintar.—Roma.—

Claudio Geleo (Lorrain) n. 1600, m. 1682. Todos conhecem este nome; todos sabem que foi o principe dos paizagistas. Ninguem conheceu como Lorrain a perspectiva aeria, e o effeito dos pontos de vista.—França.—

Andrea Sacchi n. 1599, m. 1661. Suas pinturas ternas e graciosos são admiraveis pelo desenho, colorido e verdade de expressão.

Domenico Passignani pelos annos de 1630, pintou com gosto e nobreza, muita expressão, porem mau colorido.—Florença.—

Pietro Testa n. 1611, m. 1648; moldou o seu stylo nos antigos de Roma, donde houve um bom e correcto desenho, com quanto rude.—Roma.—

Salvator Rosa n. 1614, m. 1673. Trabalhou muito; e suas obras se acham por toda a Italia: todas ellas tem um ar de originalidade, que as distingue, muita verdade e bom colorido; porem o desenho não é perfeito.

Carlin Dolce n. 1616, m...; célebre pela graça da composição e frescura do colorido.—Roma.—

Hiancito Brandi n. 1623, m. 1719 (outros querem que em 1691). Seus quadros são muito vulgares: apezar das incorrecções do desenho, e fraqueza de côres, teve com tudo uma belleza d’ornato, e fecundidade de imaginação, que admira.