É verdadeiramente sublime, tem toda a frescura viçosa das imagens da poesia primitiva, a com que termina este romance. Tudo o que ha de asqueroso n’uma sepultura desapparece do tumulo em que amor desfolhou os seus goivos: alli não ha corrupção nem vermes: uma bella árvore, um rosal florido reproduzem em ‘novas e mudadas fórmas’ os corpos de dois amantes. A vida não acabou, mudou só; e nem mudou tanto, que a vegetal seiva d’esses ramos não ferva ainda do mesmo ardor que ja animou aquelle sangue. Tendem umas para as outras as apaixonadas vergonteas; cortam-n’as e ellas recrescem, e vão-se abraçar como duas palmeiras namoradas.

Sente-se aqui o BELLO, sente-o qualquer porque é bello devéras. Assim se popularizou ésta imagem e fez a volta da Europa, que a achâmos nos romances e soláos de quantos povos entraram na grande communhão romano-celtica, romano-theutonica, ou celto-theutonica:—talvez seja o modo mais exacto de dizer, este último.

O romance Prence Robert, publicado por Sir Walter Scott, da tradição oral das raias d’Escocia[20], remata com éstas coplas:

The tane was buried in Marie’s kirk

The tother in Marie’s quair;

And out o’the tane there spring a birk,

And out o’the tother a brier.

And thae twa met, and thae twa plat,

The birk but and the brier;

And by that ye may very weel ken