A expressão é inexacta: os Toscanos houveram os metros hendecasyllabos dos mesmos de quem nós os houvemos, dos trovadores. Vej. o Cancioneiro do Collegio dos Nobres. (Nota da segunda edição.)

Nota D

A lingua provençal, primeira culta da Europa

[pag. 6.]

Generalizaram ésta opinião no mundo os eruditos trabalhos de Mr. Raynouard: eu duvido hoje muito d’ella, isto é, formulada d’este modo. Estou inclinado a crer que houve uma lingua romance, que teve por base o Romano-rustico fallado, e que geralmente predominou nos paizes de dominação wisigothica desde a extrema Aquitania até o que hoje é Algarve; e que ésta lingua quasi-latina é o commum tronco do Provençal que morreu á nascença, do Aragonez que não passou da infancia, do Portuguez e do Castelhano que chegaram a perfeita maturidade, e de outros mais obscuros dialectos cujo desenvolvimento as circumstancias politicas e topographicas annullaram. Nem julgo difficil demonstrá-lo; mas não é aqui o logar, nem caberia no curto espaço de uma nota. (Nota da segunda edição.)

Nota E

Logo vieram esses trovadores de Provença...

[pag. 6.]

A simples leitura dos nossos cancioneiros mostra que aquella não era a poesia popular: os seus requebros, todos cortezãos e palacianos, desdizem da ruda singeleza e energica originalidade do trovar do povo. E comparados aquelles cantares de saraus com os fragmentos das xácaras e soláos que a tradição oral tem conservado, aindaque pervertidos e viciados como elles andam, ve-se que estes é que são a primitiva e legitima poesia nacional. (Nota da segunda edição.)

Nota F