Que nunca homem mortal
Foi trattado de tal sorte.
Tenho, senhor, vinte e duas
Feridas todas mortais,
As intranhas rotas, nuas,
E passo penas tam cruas,
Que não poderão ser mais.
Ha-me morto á traição
O filho do imperador,
Carloto, a gran’ sem razão,
Que nunca homem mortal
Foi trattado de tal sorte.
Tenho, senhor, vinte e duas
Feridas todas mortais,
As intranhas rotas, nuas,
E passo penas tam cruas,
Que não poderão ser mais.
Ha-me morto á traição
O filho do imperador,
Carloto, a gran’ sem razão,