'O mar é verde e fluctuante… Mas oh! esse é triste como a terra é alegre.
'A vida compõe-se de alegrias e tristezas…
'O verde é triste e alegre como as felicidades da vida.
'Joanninha, Joanninha, porque tens tu os olhos verdes?..'
Ja se vê que o nosso doutor de bivac, o soldado que lhe chamou maluco ao pensador de taes extravagancias, tinha razão e sabía o que dizia.
Infelizmente não se formulavam em palavras estes pensamentos poeticos tam sublimes. Por um processo milagroso de photographia mental, apenas se pôde obter o fragmento que deixo transcripto.
Que honra e glória para a eschola romantica se podessemos ter a collecção completa!
Fazia-se-lhe um prefacio incisivo, palpitante, britante….
Punha-se-lhe um titulo vaporoso, phosphorescente… por exemplo:—Echos surdos do coração—ou—Reflexos d'alma—ou—Hymnos invisiveis—ou—Pesadellos poeticos—ou qualquer outro d'este genero, que se não soubesse bem o que era nem tivesse senso commum.
E que viesse ca algum menestrel de frak e chapeu redondo, algum trovador renascença de collete á Joinville, luctar com o meu Carlos em pontos de romantismo vago, descabellado, vaporoso, e nebuloso!