Esteve assim minutos: ella não dizia nada nem de voz nem de gesto: fallavam-lhe so as lagrymas que corriam quietas, quietas, como corre uma fonte perenne e nativa d'agua que mana sem esfôrço nem impeto, por um declive natural e facil.
—'Onde estou eu, Georgina?'
—'Nos meus braços.'
—'Que me succedeu?'
—'Que não podes ser feliz senão n'elles: bem sabes.'
—'Sei… devia saber.'
—'Hasde sabe-lo agora. O passado…'
—'O passado! qual?'
—'O passado deixou de existir.'
—'E o futuro?'