Sem mais reflexão, e continuando alto na serie de pensamentos que me vinha correndo pelo espirito, exclamei:

—'E Joanninha?'

—'Joanninha está no ceo':—respondeu sem sobresalto, sem erguer os olhos do seu livro, a sombra do frade—que outra coisa não parecia.

—'Joanninha, pobre Joanninha! Pois como foi, como acabou a infeliz?'

—'Joanninha não é infeliz: foi ser anjo na presença de Deus.'

—'E… e Carlos?' balbuciei eu hesitando, porque temia a susceptibilidade do frade.

—'Carlos!' respondeu elle erguendo emfim os olhos e cravando-os em mim…

E oh! que nunca vi olhos como aquelles, nem os heide ver!

—'Carlos!… E quem é que m'o pergunta? quem é que tanto sabe de mim e dos meus?.. Dos meus! Eu não tenho meus: sou so.'

—'So! Não está aqui, que eu vejo?..'