Capitulo XXXVIII—Jantar nos reaes paços de Affonso Henriques.—Sautés e salmis.—Desce o A. á Ribeira de Santarem em busca da tenda do Alfageme.—A espada do Condestavel.—Desappontamento.—O salão elegante. Dissipam-se as ideas archeologicas. Os fosseis. Tudo melhor quando visto de longe.—O baile público.—Soirée de piano obrigado.—Theatro. Desaffinações da prima-dona.—Syphlis incuravel das traducções. Destempêro dos originaes.—A xácara de rigor, o subterraneo e o cemiterio.—Sublime gallimathias do ridiculo.—A bella e necessaria palavra 'gallimathias.'—Se as saudades matam.—Perigo de applicar o scalpello ou a lente ao mais perfeito das coisas humanas.—De como a logica é a mais perniciosa de todas as incoherencias. 121
Capitulo XXXIX—Processo de scepticismo em que está o auctor.—Moralistas de requiem.—O maior sonho d'esta vida, a logica.—Differença do poeta ao philosopho.—O coração de Horacio.—O collegio de Santarem.—Jesuitas e templarios.—O alliado natural dos reis:—'Ficar na gazeta' phrase muito mais exacta hoje do que 'Ficar no tinteiro'.—San'Frei Gil e o Doutor Fausto.—De como o A. foi ao tumulo do sancto bruxo e o achou vazio.—Quem o roubaria? 131
Capitulo XL—As Claras.—Aventura nocturna.—Se as freiras mettem medo aos liberaes? O Psalmo.—Tres frades.—Práctica do franciscano.—O corpo de San' Fr. Gil.—Que se hade fazer das freiras?—Mal do govêrno que deixar comer mais aos barões. 141
Capitulo XLI—O roubador do corpo do sancto descuberto pela arguta prespicacia do leitor benevolo.—Grande lacuna na nossa historia.—Porque se não preenche?—Página preta na historia de Tristam Shandy.—Novellas e romances, livros insignificantes.—O adro de San'Francisco e as suas acacias.—Que será feito de Joanninha?—O peito da mulher do norte.—Vamos embora: ja me infada Santarem e as suas ruinas.—A corneta do soldado e a trombeta do juizo final.—Eheu, Portugal, eheu! 151
Capitulo XLII—Protesto do auctor.—Desaffinação dos nervos.—O que é preciso para que as ruinas sejam solemnes e sublimes.—Que Deus está no Colliseu assim como em San'Pedro.—Quer-se o auctor ir embora de Santarem.—Como, sem ver o tumulo d'elrei D. Fernando?—Em que estado se acha este.—Exemplar de stylo byzantino.—Coroa real sôbre a caveira.—O rei d'espadas e o symbolo do imperio.—Quem nunca viu o rei cuida que é de oiro.—Brutalidades da soldadesca n'um tumulo real.—O que se acha nas sepulturas dos reis.—A phrenologia.—Vindicta pública, tardia mas ultrajante.—Camões e Duarte Pacheco.—A sombra falsa da religião.—Regimen dos barões e da materia.—A prosa e a poesia do povo.—Synthese e anályse.—O senso íntimo.—Se o auctor é demagogo ou Jesuita?—Jesu Christo e os barões. 157
Capitulo XLIII—Partida de Santarem.—Pinacotheca.—Impaciencia e saudades.—Sexta-feira.—Martyrio obscuro.—A figura do peccado.—Estamos no valle outra vez.—Evocação de incanto.—A irman Francisca e Fr. Diniz.—A teia de Penelope.—E Joanninha?—Joanninha está no ceo.—A mulher morta a dobar esperando que a interrem.—A esperança, virtude do christianismo.—Uma carta. 167
Capitulo XLIV—Carta de Carlos a Joanninha. 177
Capitulo XLV—Carta de Carlos a Joanninha: continúa. 187
Capitulo XLVI—Carta de Carlos a Joanninha: continúa. 195
Capitulo XLVII—Carta de Carlos a Joanninha: continúa. 207