—Aguardava-vos, para dissipar qualquer temor que porventura tivesseis... Como não é costume, havia de surprehender-vos a ordem da rainha, minha Senhora?...
—Certamente!... E graças pelo vosso cuidado em me prevenir, pois me tinha occorrido, que sua alteza desconfiasse, que vos cortejo, e não o levasse a bem...—respondeu Pero da Covilhan,[{103}] ainda mal refeito do sobresalto, que lhe causou a inesperada apparição de Maria Thereza, que para o tranquillizar lhe affirmou:
—Sua alteza nada sabe ainda. Como, porém, não tenho segredos para minha real ama...
—Oh! nada lhe confesseis por emquanto!... interrompeu Pero da Covilhan supplicando.
—Porquê?!...—perguntou Thereza meio admirada.
—Porque não vos mereço ainda...
—Por sermos muito môços; quereis talvez dizer?...
—Thereza!... Amo-vos cada vez mais! E por isso mesmo vos peço que espereis...
—Esperarei.
—Quando eu tiver uma posição digna de vós e do vosso nome illustre, virei offerecer-vo'-la, e esse será o primeiro passo para a minha felicidade... Antes, não!... Sou um simples escudeiro, bem vêdes!...