Nota de editor: Devido à existência de erros tipográficos neste texto, foram tomadas várias decisões quanto à versão final. Em caso de dúvida, a grafia foi mantida de acordo com o original. No final deste livro encontrará a lista de erros corrigidos.
Rita Farinha (Junho 2014)
EURICO O PRESBYTERO
QUINTA EDIÇÃO
LISBOA
IMPRENSA NACIONAL
1864
ajuda—novembro de 1843.
EURICO O PRESBYTERO
I
OS WISIGODOS
A um tempo toda a raça goda, soltas as redeas do governo, começou a inclinar o animo para a lascivia e suberba.
Monge de Silos: Chronicon. c. 2.
II
O PRESBYTERO
Sublimado ao grau de presbytero.... quanta brandura, qual caridade fosse a sua o amor de todos lh'o demonstrava.
Alvaro de Cordova: Vida de S. Eulogio c. 1.
[III]
O POETA
Nenhum de vós ouse reprovar os hymnos compostos em louvor de Deus.
Concilio de Toledo IV. can. 13.
IV
RECORDAÇÕES
Onde é que se escondeu enfraquecida a antiga fortaleza?
S. Eulogio: Memorial dos Sanct. liv. 3.º
Presbyterio de Carteia. Á meia noite
dos Idos de Dezembro de 748.
1
2
3
4
5
6
V
A MEDITAÇÃO
Então os godos cahirão na guerra;
Então fero inimigo ha-de opprimi-los
Com ruinas sem conto, e o susto e a fome.
Hymno de S. Isidoro em Lucas de Tui. Chronicon liv. 3.º
No templo—Ao romper d'alva—Dia de Natal da era de 748.
1
2
3
VI
SAUDADE
Christo!—dá-me o perdão; dá-me remedio;
Que entre tão vario mal fraqueia a mente!
Eugenio Toledano: Opusculos—XI.
Na Ilha-verde. Ao pôr do sol das
kalendas de abril da era de 749.
1
2
3
4
VII
A Visão
No espelho da visão está a segurança da verdade.
Codigo wisigothico—I-1-2.
1
2
3
VIII
O DESEMBARQUE
E eu estava em um angulo, observando com temor.
Paulo Diacono: Vidas dos PP. Emeritenses.
DO PRESBYTERO DE CARTEIA AO DUQUE DE CORDUBA
Ao Duque Theodemiro, saude!
DO DUQUE DE CORDUBA AO PRESBYTERO.
Ao Gardingo Eurico, saude!
DO PRESBYTERO AO DUQUE DE CORDUBA.
Eurico a Theodemiro, saude!
[IX]
JUNCTO AO CHRYSSUS
Congregados todos os godos, oppôs-se á entrada dos arabes e valorosamente foi ao encontro da invasão.
Rodrigo de Toledo: Das Cousas d'Hesp. L. 3.º
[X]
TRAIÇÃO
A transgressão dos juramentos tem crescido despeiadamente, e o costume de trahir os nossos principes cada vez é mais frequente.
Concilio Toledano XVI c. 10.
XI
DIES IRAE
Por quantas desventuras a patria dos Godos tem sido abalada: quão repetidos a pungem os golpes dos fugitivos e a nefanda suberba dos transfugas, quasi ninguem ignora.
Codigo wisigothico II-1-7.
XII
O MOSTEIRO
Se a todos se convertessem todos os membros em linguas, ainda assim não caberia nas forças humanas o narrar as ruinas d'Hespanha e os seus tão diversos e multiplicados males.
Isidoro de Béja: Chronicon.
[XIII]
COVADONGA
Ao sopé daquelle monte um penhasco defendido pela natureza e não por arte, dilatando-se vasto, resguarda uma caverna inteiramente inexpugnavel para qualquer ardil d'inimigos.
Monge de Silos: Chronicon c. 3.º
XIV
A NOITE DO AMIR
Arrebatada no pallor das trevas.
Breviario Gothico—Hymno de S. Geroncio.
XV
AO LUAR
Das brenhas através affugentando-os,
C'o a rapida carreira á ponte impelle-os.
Officio Mosarabe—Hymno de S. Torquato.
XVI
O CASTRO ROMANO
A desconforme profundeza do alto precipicio ahi está patente: elle gera terror no homem que o contempla de cima.
Valerio Bergidense—Explanações.
XVII
A AURORA DA REDEMPÇÃO
Desprezamos essa multidão de pagãos, e nenhum temor ha em nós.
Sebast. de Salamanca—Chronicon.
XVIII
IMPOSSIVEL!
Nada neste mundo me agita o seio, senão o teu amor.
Lenda de S. Pedro Confessor—9.
XIX
CONCLUSÃO
Da morte ás trévas,
NOTAS
[Pag. X]
[«Chronica-poema, lenda, ou o que quer que seja.»]
[Pag. 2.]
[Pag. 9.]
[«Gardingo na corte de Witiza, tiuphado ou millenario do exercito wisigothico.»]
[Pag. 13.]
[Pag. 16.]
[Pag. 17.]
[«De Draconcio, de Merobaude e de Orencio.»]
[Pag. 26.]
[«Não eram assim os godos de oeste.»]
[Ibidem.]
[«Combatia nos campos catalaunicos.»]
[Pag. 42.]
[Pag. 46.]
[Pag. 55.]
[«Para o lado dos campos gothicos.»]
[Pag. 67.]
[Pag. 70.]
[«Os golpes do frankisk godo.»]
[Pag. 82.]
[Pag. 85.]
[Pag. 87.]
[Pag. 89.]
[Pag. 90.]
[Ibidem.]
[«Os romanos!—e a turba repetiu:—Os romanos!»]
[Pag. 99.]
[«O grito de Allah-hu-Acbar!»]
[Pag. 109.]
[Pag. 117.]
[«Debaixo das pancadas violentas dos mangoaes.»]
[Pag. 153.]
[Pag. 157.]
[«Ás supplicas do velho buccellario.»]
[Pag. 164.]
[«E as suas almas puras abrigavam-se no seio immenso de Deus.»]
[Pag. 197.]
[Pag. 197.]
[Pag. 220.]
[Pag. 270.]
[«Os ultimos aripennes de terra livre.»]
[Pag. 308.]
[«Primeiro o velho Oppas, depois Juliano cahiram.»]
Lista de erros corrigidos
Aqui encontram-se listados todos os erros encontrados e corrigidos:
| Original | Correcção | ||
| [#pág. 12] | poeta O templo | ... | poeta. O templo |
| [#pág. 125] | Rudederico | ... | Ruderico |
| [#pág. 138] | coração,» | ... | coração.» |
| [#pág. 139] | Naquelle noite | ... | Naquella noite |
| [#pág. 165] | nãa | ... | não |
| [#pág. 175] | descalvagou | ... | descavalgou |
| [#pág. 204] | do um amor | ... | de um amor |
| [#pág. 298] | ferro impio das arabes | ... | ferro impio dos arabes |
| [#pág. 318] | commumunhão | ... | communhão |
As aspas foram mantidas tal como surgiam no original (mesmo que pareçam em falta).