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Rita Farinha (Dez. 2007)
BIBLIOTECA DO SÉCULO XVIII
II
CARTAS
SÔBRE A EDUCAÇÃO DA MOCIDADE
POR
A. N. RIBEIRO SANCHES
NOVA EDIÇÃO
revista e prefaciada
pelo
Dr. MAXIMIANO LEMOS
COIMBRA
IMPRENSA DA UNIVERSIDADE
1922
CARTAS SÔBRE A EDUCAÇÃO DA MOCIDADE
BIBLIOTECA DO SÉCULO XVIII
II
CARTAS
SÔBRE A EDUCAÇÃO DA MOCIDADE
POR
A. N. RIBEIRO SANCHES
NOVA EDIÇÃO
revista e prefaciada
pelo
Dr. MÁXIMIANO DE LEMOS
COIMBRA
IMPRENSA DA UNIVERSIDADE
1922
Desta edição
fez-se uma tiragem especial de 100 exemplares,
numerados e rubricados.
N.º_______
NOTÍCIA BIBLIOGRÁFICA
«Illustrissimo e Reverendissimo Senhor.—Foi V. Illustrissima servido conceder-me mandar-lhe esse exemplar do manuscripto que tive a honra de communicar-lhe, pedindo-lhe seja servido remettel-o á nossa Corte, e das precauções que tomei para que toda a impressão viesse a ficar no poder de V. Ill.ma, como consta da obrigação do impressor aqui junta: tão (bem) peço a V. Illustrissima humildemente queira declarar o motivo porque se imprimiu este papel, reduzindo-se todo a diminuir o volume do manuscripto, e para que se lesse o conteúdo com mais facilidade e egual recato. Espero amanhã levar a V. Illustrissima os cincoenta exemplares, porque não foi possivel estarem promptos mais do que esse unico que remetto agora. Se V. Illustrissima fôr servido tambem de dar parte á nossa Côrte que dita impressão ficará no seu poder até receber ordem para dispôr della; porque só deste modo [ficará] a nossa Côrte persuadida que não sendo do seu agrado este impresso ninguem o verá, nem lerá...»
Page 5
CARTAS
SOBRE
A EDUCAÇAÕ
DA MOCIDADE.
EM COLONIA.
M. DCC. LX.
(Reprodução do frontispício da 1.ª edição)
Setembro de 1922.
Maximiano Lemos.
CARTAS
SOBRE A
EDUCAÇÃO DA MOCIDADE
Illustrissimo Senhor,
§.
Das Escolas, e dos Estudos dos Christaons até o tempo
de Carlos Magno, no anno 800
§.
Reflexoens sobre as Escolas Ecclesiasticas
§.
Continûa a mesma Materia
§.
Idêa das Obrigaçoens da Vida Civil,
e do Vinculo da mesma Sociedade
§.
A Constituçam Fundamental da Sociedade Christaâ
§.
Continûa a mesma materia
§.
Continûa a mesma Materia
§.
Como os Ecclesiasticos introduziram governar
os Estados Catholicos, pelas Congregaçoens
dos primeiros Christaons, e pelas Regras dos Conventos
§.
Das Universidades
§.
Dos Estudos da Universidade de Coimbra,
depois da sua Renovaçam no anno 1553
§.
Resume do Referido
Illustrissimo Senhor:
§.
Effeitos que cauzáram em Portugal as Escolas,
e as Universidades da Europa e do mesmo Reyno
§.
Continûa a mesma Materia. Effeitos que causaram
nos costumes as Leis referidas
§.
Continûa a mesma materia. E sobre a Escravidam,
e sobre a intolerancia Civil
§.
Que a nossa Monarchia se podia conservar
com a Educaçam Ecclesiastica, que tinhamos, em quanto
conquistava: mas que nam he sufficiente depois
de acabadas as Conquistas
§.
Objecto que devia ter a Educaçam
da Mocidade Portugueza, no tempo del Rey Dom Joam
O Terceyro, e parece que ainda hoje
§.
Da Natureza da Educaçam da Mocidade,
e do Objecto que deve ter no Estado onde he nacida
§.
Qualidades dos Mestres,
para ensinar a ler e a escrever, &
§.
Do que haviam de aprender os Mininos alem de ler,
escrever e contar, etc.
§.
Das Escolas da Lingoa Latina e da Grega,
Humanidades, e da Lingoa Materna
§.
Dos Mestres e dos Discipulos das Escolas do Latim etc.
§.
Necessidade que tem o Reyno de Escolas
em modo de Seminarios
§.
Continûa a mesma Materia,
e das Pensoens das Escolas do Latim no Reyno,
por cauza da Educaçam da Mocidade
das Colonias e das Conquistas de Ultramar
§.
Das tres Classes de Discipulos das Escolas Latinas, etc.
§.
Continûa a mesma Materia
§.
Digressam sobre as Pensoens e sobre a Lingoa Latina
tanto no Reyno, como nas Colonias
§.
Da terceyra Classe de Estudantes que aprenderia
nas Escolas Reais a Lingua Latina, Grega, etc.
§.
Dos Estudos Mayores, ou Collegios Reais
§.
Sobre o ensino que deve preceder as Escolas Mayores,
quer dizer, da Physica e da Legislaçam
§.
Em que lugar se haviam de ensinar
as sciencias referidas
§.
Da Educaçam da Fidalguia e dos Fidalgos,
que tem Assentamento e Foro na Caza Real
§.
Que sorte de Educaçam convem á Fidalguia Portugueza, que seja util a si
e á sua Patria?
§.
Continua a mesma Materia. Em que lugar
devia ser educada a Fidalguia
e Nobreza de Portugal
§.
O que sam as Escolas Militares
§.
Propoemse huma Escola Real Portugueza,
para ser nella educada a Nobreza e a Fidalguia
economia interior
§.
Em que idade deviam entrar os Educandos
na Escola Real Militar?
§.
Consequencias por nam criarem as Mays seos filhos
§.
Dos Mestres da Escola Real Militar,
para a Arte da Guerra e das Sciencias
§.
Das Lingoas e Sciencias que se deviam ensinar nesta Escola, e em que tempo?
§.
Ponderaçam sobre a Lingoa Latina
§.
Empregos e Honras com que haviam de sahir
os Benemeritos desta Escola
§.
Utilidades que resultariam tanto ao Reyno,
como ao Soberano do exacto exercicio
desta Escola Militar, que se propoem.
Paris, 19 Novembro 1759.
Antonio Nunes Ribeiro Sanches.
TABOA DAS DIVISOENS
| Das Escolas, e dos Estudos dos Christaons até o tempo de Carlos Magno, no anno 800, | [Page 4] |
| Reflexoens sobre as Escolas Ecclesiasticas, | [12] |
| Continûa a mesma Materia, | [17] |
| Idêa das Obrigacoens da Vida Civil, e do Vinculo da mesma Sociedade, | [23] |
| A Constituiçam Fundamental da Sociedade Christaâ, | [26] |
| Continûa a mesma Materia, | [27] & [37] |
| Como os Ecclesiasticos introduziram governar os Estados Catholicos, pelas Congregaçoens dos primeiros Christaons, e pelas Regras dos Conventos, | [42] |
| Das Universidades, | [59] |
| Dos Estudos da Universidade de Coimbra, depoís da sua Renovaçam no anno 1553, | [65] |
| Resumo do Referido, | [69] |
| Effeitos que cauzáram em Portugal as Escolas, e as Universidades da Europa e do mesmo Reyno, | [77] |
| Continûa a mesma Materia. Effeitos que causaram nos costumes as Leis referidas, | [81] |
| Continûa a mesma materia. E sobre a Escravidam, e sobre a Intolerancia Civil, | [88] |
| Que a nossa Monarchia se podia conservar com a Educaçam Ecclesiastica, que tinhamos: em quanto conquistava: mas que nam he sufficiente depois de acabadas as Conquistas | [96] |
| Objecto que devia ter a Educaçam da Mocidade Portugueza, no tempo del Rey Dom Joam O Terceyro, e parece que ainda hoje, | [101] |
| Da Natureza da Educaçam da Mocidade, e do Objecto que deve ter no Estado onde he nacida, | [108] |
| Qualidades dos Mestres, para ensinar a ler e a escrever, &, | [115] |
| Do que haviam de aprender os Mininos alem de ler, escrever e contar, &, | [118] |
| Das Escolas da Lingoa Latina e da Grega, Humanidades, e da Lingoa Materna, | [124] |
| Dos Mestres e dos Discipulos das Escolas do Latim &, | [131] |
| Necessidade que tem o Reyno de Escolas em modo de Seminarios, | [133] |
| Continûa a mesma Materia, e das Pensoens das Escolas do Latim no Reyno, por cauza da Educaçam da Mocidade das Colonias e das Conquistas de Ultramar, | [135] |
| Das tres Classes de Discipulos das Escolas Latinas, &, | [138] |
| Continûa a mesma Materia, | [142] |
| Digressam sobre as Pensoens e sobre a Lingoa Latina tanto no Reyno, como nas Colonias, | [146] |
| Da terceyra Classe de Estudantes que aprenderia nas Éscolas Reais a Lingua Latina, Grega, &, | [152] |
| Dos Estudos Maiores, ou Collegios Reais, | [153] |
| Sobre o ensino que deve preceder as Escolas Mayores, quer dizer, da Physica e da Legislaçam, | [160] |
| Em que lugar se haviam de ensinar as Sciencias referidas, | [166] |
| Da Educaçam da Fidalguia e dos Fidalgos, que tem Assentamento e Foro na Caza Real, | [168] |
| Que sorte de Educaçam convem á Fidalguia Portugueza, que seja util a si e á sua Pátria?, | [174] |
| Continua a mesma Materia. Em que lugar devia ser educada a Fidalguia e Nobreza de Portugal, | [178] |
| O que sam as Escolas Militares, | [182] |
| Propoemse huma Escola Real Portuguesa, para ser nella educada a Nobreza e a Fidalguia. Economia interior, | [185] |
| Em que idade deviam entrar os Educandos na Escola Real Militar?, | [188] |
| Consequencias por nam criarem as Mays seos filhos, | [189] |
| Dos Mestres da Escola Real Militar, para a Arte da Guerra e das Scíencias, | [194] |
| Das Lingoas e Sciencias que se deviam ensinar nêsta Escola, e em que tempo?, | [198] |
| Ponderaçam sobre a Lingoa Latina, | [200] |
| Empregos e Honras com que haviam de sahir os Benemeritos desta Escola, | [203] |
| Utilidades que resultariam tanto ao Reyno, como ao Soberano do exacto exercido desta Escola Militar, que se propoem, | [204] |
fim da taboa
Notas:
Dum tener es, Murette, avidis haec auribus hauri,
Nec memori modo conde animo, sed exprime factis:
Mentiri noli, &c.
................Molissima corda
Humano generi dare se naturu fatetur
Quae lacrymas dedit haec nostri pars optima sensus:
Plorare ergo jubet caussam dicentis amici,
Squallorem que rei................
Naturae imperio gemiamus, cum funus adultae
Virginis occurrit, vel terra clauditur infans.
.......................Adde quod idem
Non horam tecum esse potes, non otia recte
Ponere, teque ipsum vitas fugitivus, & erro;
Jam vino quaerens, jam somno faltere curam.
Frustra; nam comes atra premit, sequiturque fugacem..
II. Sertn. 7, vers. III.
Horat. de Art. Poet. V. 150.
Lista de erros corrigidos
Aqui encontram-se listados todos os erros encontrados e corrigidos:
| Original | Correcção | ||
| [#pág. VIII] | m os | ... | mesmos |
| [#pág. IX] | flcará | ... | ficará |
| [#pág. 30] | Eccleslastica | ... | Ecclesiastica |
| [#pág. 37] | Ecelesiasticos | ... | Ecclesiasticos |
| [#pág. 132] | eonservaçaõ | ... | conservaçaõ |
| [#pág. 142] | quo tinhaõ | ... | que tinhaõ |
| [#pág. 179] | conhocem | ... | conhecem |
| [#pág. 191] | aqueilas | ... | aquellas |
| [#pág. 199] | maõ | ... | máo |
| [#nota 67] | determinar-lhe e salario | ... | determinar-lhe o salario |