SCENAS CONTEMPORANEAS.

SCENAS CONTEMPORANEAS

CAMILLO CASTELLO-BRANCO.

2.ª EDIÇÃO.

PORTO:
EM CASA DE CRUZ COUTINHO—EDITOR,
Rua dos Caldeireiros
n.os 18 e 20.

1862.


Porto—TYPOGRAPHIA DE ANTONIO JOSÉ DA SILVA TEIXEIRA,
Rua da Cancella Velha n.º 62.

MORRER POR CAPRICHO.

I.

II.

III.

IV.

V.

VI.

VII.

VIII.

IX.

Eras um anjo? Se o eras
Que torvo facho do inferno
Te queimou as azas? Diz:
Porque, tão cedo, infeliz
Cahes no abysmo eterno!...
eterno!

Eras pura, quando lagrimas
Tu me déste, e me pediste...
Tu choraste aqui, choravas...
Mas porque? prophetisavas
Este abysmo em que cahiste?

X.

XII.

CONCLUSÃO.

UMA PAIXÃO BEM EMPREGADA.

UMA PAIXÃO BEM EMPREGADA.

I.

DE ABYSMO EM ABYSMO.

AVENTURAS D'UM BOTICARIO D'ALDÊA.

AVENTURAS D'UM BOTICARIO D'ALDÊA.

COUSAS QUE SÓ EU SEI.

COUSAS QUE SÓ EU SEI.

I.

II.

III.

IV.

V.

«Carlos.

Henriqueta

VI.

Henriqueta

VII.

Henriqueta

VIII.

Henriqueta

IX.

Henriqueta

X.

DINHEIRO! DINHEIRO!

DINHEIRO! DINHEIRO!

I.

II.

«Minha querida amiga.

Tua amiga d'alma.»

III.

Um teu amigo.»

«Meu caro senhor.

De v. s.a attento venerador

Alvaro de Sousa.»

A CAVEIRA.

PROLOGO.

A CAVEIRA.

I.

II.

III.

IV.

UMA PRAGA
ROGADA NAS ESCADAS DA FORCA.

UMA PRAGA
ROGADA NAS ESCADAS DA FORCA.

I.

II.

III.

IV.

V.

VI.

VII.

VIII.

IX.

X.

XI.

XII.

XIII.

XIV.

XV.

CONCLUSÃO.

REMATE.

PATHOLOGIA DO CASAMENTO.

DEDICATORIA.

exc.ma snr.a D. Fulana.

De v. exc.a

Camillo Castello Branco.

PERSONAGENS.

D. Leocadia18 annos
D. Julia20 «
A Viscondessa de Valbom45 «
Jorge da Silveira30 «
Alvaro de Castro32 «
Eduardo Leite30 «
O Visconde de Valbom 50 «

PATHOLOGIA DO CASAMENTO.

ACTO I.

DECORAÇÃO.

Uma saleta contigua a um salão de baile, separada por largas portadas de vidro, através das quaes se vêem perpassar, em passeio, damas e cavalheiros.

SCENA I.

Julia, e Leocadia, entrando, como fatigadas, sentam-se n'um sophá. Julia tira da cabeça uma grinalda de flôres brancas, que arremessa com desdem sobre o sophá.

SCENA II.

Julia e Alvaro.

SCENA III.

Jorge e Eduardo.

SCENA IV.

Jorge e depois Julia.

SCENA V.

Jorge, e Eduardo, dando o braço a Leocadia.

SCENA VI.

Eduardo e Leocadia.

SCENA VII.

Leocadia, Eduardo, Julia e Alvaro.

SCENA VIII.

Leocadia, Eduardo e Jorge.

SCENA IX.

Jorge e Leocadia.

SCENA X.

Alvaro , Julia e Jorge.

SCENA XI.

Os mesmos e Eduardo, que vem passando com uma dama pelo braço, e pára.

SCENA XII.

Jorge e Leocadia.

SCENA XIII.

Os mesmos e Julia, e depois, Eduardo e Alvaro.

SCENA XIV.

Os mesmos, e Julia desmaiada nos braços de algumas damas.

CORRE O PANO.

ACTO II.

A scena é na Foz, justamente na praia dos Inglezes. Senhoras e homens tomando banhos; outros, entrando nas barracas, horrivelmente desfigurados, ou, antes, taes quaes a natureza os fez. Sobre os penedos, pinhas de povo que pasmam diante dos ensaios do salva-vidas. Estes podem dizer o que quizerem a tal respeito. O author dá carta branca ao actor para que diga centenares de parvoices: póde até discorrer sobre o dropp se lhe aprouver; mas o melhor é calar-se.

SCENA I.

Afóra estes entes nullos, Jorge e Leocadia sentados em cadeiras.

SCENA II.

Os mesmos, e Eduardo.

SCENA III.

Leocadia e Eduardo.

SCENA IV.

Leocadia, Julia, e Eduardo.

SCENA V.

Leocadia, e depois Eduardo.

SCENA VI.

Eduardo, e depois a viscondessa de Valbom, com um creado de farda, que conduz em sacco de damasco vermelho a roupa de banho.

SCENA VII.

Eduardo e Jorge.

SCENA VIII.

Jorge e Julia.

SCENA IX.

Os mesmos e Alvaro sahindo da barraca, vestido de banho.

SCENA X.

CORRE O PANO.

ACTO III.

Passa-se em casa do visconde de Valbom. Sala faustuosa: luxo sem gosto: muita cadeira de estôfos amarellos: muito relogio: muita bugiaria de vidro, de mistura com porcellanas de Sevres, e adornos d'ouro, sem significação nem serventia. É noite.

SCENA I.

Viscondessa de Valbom, D. Julia, Jorge, visconde de Valbom.

Um creado com uma bandeja, recebe as chavenas do chá; e retira-se.

SCENA II.

Os mesmos e Eduardo.

(Eduardo veste todo de preto. Maneiras muito acanhadas, dando-se uns ares de virtude idiota. Uma cortezia a cada palavra. Recolhido sempre em si, affectando uma imbecilidade moral, de fazer piedade).

SCENA III.

Eduardo e a viscondessa.

SCENA IV.

Os mesmos, D. Leocadia, e Alvaro.

SCENA V.

Os mesmos, e Julia, Jorge, e o visconde.

SCENA VI.

Eduardo, e depois Julia.

SCENA VII.

Eduardo , e depois Leocadia, e depois o visconde na porta do fundo sem ser visto. (Ouve-se ainda a musica da Norma).

SCENA VIII.

Eduardo, e depois a viscondessa, e Alvaro ao fundo.

SCENA IX.

Os mesmos, e Julia, Alvaro, Jorge e Leocadia.

SCENA X.

Eduardo, Jorge, Alvaro, e o visconde.


FIM.

INDICE.

Morrer por capricho (romance) [5]
Uma paixão bem empregada (romance)[25]
De abysmo em abysmo (romance)[35]
Aventuras d'um boticario d'aldêa (romance)[41]
Cousas que só eu sei (romance)[55]
Dinheiro! dinheiro! (romance)[109]
A caveira (romance)[131]
Uma praga rogada nas escadas da forca (romance)[155]
Pathologia do casamento (drama em 3 actos)[183]

Notas: