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Rita Farinha (Nov. 2009)

JOSÉ BARBOSA


As relações luso-brasileiras

LISBOA
1909

JOSÉ BARBOSA


As relações luso-brasileiras

(A immigração e a «desnacionalização» do Brasil)

LISBOA
EDIÇÃO DE JOSÉ BARBOSA
RUA DO LORETO, 56, 1.º D.
1909

todos os direitos reservados

LISBOA
TYPOGRAPHIA DO COMMERCIO
Rua da Oliveira, 10, ao Carmo
1909

Amicus Plato sed magis amica veritas...

INTRODUCÇÃO

«O estreitamento das relações de Portugal com o Brasil, dada a vontade que nesse sentido revelam os dois povos, é mais do que facil, porque é inevitavel, porque está nos destinos de ambos.

Imaginar, porém, como deduzo dos considerandos de v. ex.a que, precisando nós da seiva do Brasil, temos meio de lhe conferir uma compensação primacial, qual seja a de evitar o risco da desnacionalização que esse povo corre pela entrada cada vez maior de outros elementos ethnicos, é erro profundo que os factos condemnam de maneira formalissima. E, sobre ser um erro, esse juizo levantará contra Portugal e contra os portugueses a hostilidade das outras colonias e das outras raças, alli na mais intima convivencia e na mais constante fusão com a gente lusitana e luso-brasileira.
Com tal motivo, qualquer esforço de approximação resultará contraproducente. Não posso, desde que se parte dessa base, dar a minha insignificante collaboração a uma tentativa que tenho por inefficaz, pelo menos.
O Brasil precisa de milhões de estrangeiros. Não lhos podemos dar. Ha de procural-os em outros paizes. Mas, como é um paiz que se sabe governar e que nunca, nem sob este nem sob o antigo regimen, deixou de demonstrar sentimentos patrioticos e ardor civico, não corre o perigo, que v. ex.a entreviu na colonização italiana e alleman, de se desnacionalizar.
Com mais vagar, em um opusculo, hei de deixar demonstrado quanto estão afastados da realidade os que pensam como v. ex.a. Se houvessemos de iniciar negociações com a idéa de evitar esse supposto risco, creia v. ex.a que os brasileiros, cuja hospitalidade tive durante dezeseis annos e cujo espirito conheço, não agradeceriam o aliás generoso empenho, porquanto nelle veriam menos apreço pelas qualidades de intelligencia e de patriotismo, de que, com justiça, se ufanam muito mais do que das riquezas naturaes da sua patria.
Sei que v. ex.a, meu illustre correligionario, só é movido por altos e nobres estimulos. Estou convencido de que só á falta de documentos directos e de observação propria se póde attribuir o desvio do seu grande espirito critico em materia em que estudos especiaes dão a v. ex.a merecida auctoridade.
Felizmente, porém, entre muitas idéas de real utilidade que constam da proposta de v. ex.a, vejo uma que me garante que o problema, nas suas linhas mestras, tem em v. ex.a o paladino ao lado do qual se poderão alinhar os soldados da democracia portuguesa e os cidadãos da grande Republica Brasileira.
Refiro-me á idéa de procurar approximar os dois povos pela adopção de um espirito commum na legislação de ambos. Nesse ponto estou enthusiasticamente com v. ex.a, porque, não podendo a democracia pura, que é a Republica dos Estados Unidos do Brasil, seguir a evolução regressiva, essa aspiração impõe-nos, a nós portugueses, a marcha progressiva para a situação juridica do Brasil—o que só poderá ser conseguido por uma transformação politica e social, tão almejada por mim quanto por v. ex.a.

E comprehendo com que intimo constrangimento quem assim sente teria de obedecer ás regras protocolares do cargo ao pedir ao joven rei D. Manuel a sua cooperação para um emprehendimento que só póde ser levado a bom termo pelos dois povos e que só se desentranhará em realidades promissoras quando a realeza portuguesa constituir méra recordação historica.
Faço votos por que v. ex.a veja em breve realizadas as nossas aspirações communs. Se, porém, o nosso esforço interno não chegar para tanto, creia v. ex.a que, para não falharem os seus destinos historicos, o Brasil e Portugal se hão de approximar cada vez mais e cada vez mais intensamente a democracia brasileira ha de exercer fatal acção sobre a nação portuguesa, abreviando os dias do regimen monarchico e apressando o advento da Republica Portuguesa.
Não ha mais eloquente lição do que a dos factos. Não ha mais violenta propaganda do que a comparação antithetica dos povos brasileiro e português. E, cada português, que volta á patria, não tarda em sentir a magnitude da acção da Republica no Brasil e em reconhecer a falta das instituições a que lá se afizera.
Garanto-o a v. ex.a: se não fizermos a revolução, o Brasil ha de republicanizar Portugal. V. ex.a conhece melhor do que eu o poder da osmose social.»

I
A PROPOSTA CONSIGLIERI PEDROSO

«Considerando que na evolução politica do mundo contemporaneo é facto historico, que se não póde contestar, a irresistivel tendencia para a unificação moral dos grupos ethnicos, que falam o mesmo idioma, podendo até por isso definir-se o dominio da lingua, na sua funcção social, como a patria espiritual de uma nacionalidade;
Considerando que nem os mais poderosos Estados logram eximir-se a esta universal tendencia, como o prova o movimento de concentração que no momento actual se está operando nos povos anglo-saxonicos, nos germanicos propriamente ditos e mesmo nos povos slavos, apezar das differenças de religião e de linguagem que separam estes ultimos entre si;
Considerando que, em virtude desta tendencia, é legitimo prevêr-se como irremediavel, em futuro relativamente pouco distante, se não o desapparecimento, pelo menos a desintegração das pequenas nacionalidades que não consigam defender-se, pela massa dos seus habitantes, da absorpção, consequencia fatal da lucta pela existencia, cada vez mais implacavel entre as grandes nações, que na sua ancia de açambarcamento inquietam os agrupamentos secundarios, embora muito adeantados em cultura;

Considerando que Portugal e Brasil, pela sua origem, historia e tradições, pela lingua que ambos falam, pela raça a que pertencem e pelos multiplices interesses que os ligam, sem embargo do glorioso facto consummado da independencia brasilica, e, não obstante, portanto, serem duas soberanias politicas separadas e perfeitas, constituem na realidade, em face das outras agremiações nacionaes e exoticas, um grupo áparte, nitidamente delimitado, com individualidade distincta e, por conseguinte, com um destino historico completamente autonomo, circumstancia a que o direito internacional não póde ficar estranho;
Considerando que, na situação de isolamento reciproco, em que se encontram, as duas nações estão compromettendo a grandeza do papel primacial que deviam representar no mundo, com grave prejuizo dos interesses proprios e apenas com vantagem para as nações rivaes, que se estão aproveitando habilmente da desunião de ambas;
Considerando que a grande nação brasileira, não obstante os quasi illimitados recursos de que dispõe e as brilhantes qualidades dos seus filhos, que se estão impondo á consideração universal pela sua intelligencia e illustração, pelo seu patriotismo e pela sua actividade, corre o risco de se ir desnacionalizando pouco a pouco pela introducção, cada vez em mais larga escala, de elementos de immigração estranhos ao seu carater historico e até antipathicos á sua idiosyncrasia ethnica—provaveis causadores de futuras perturbações e de inevitaveis perigos para a União;
Considerando que este sério risco de desnacionalização lenta, mas segura, sómente o Brasil póde conjural-o pela approximação e relações cada vez mais estreitas com Portugal, possuidor ainda hoje de um rico e vastissimo imperio em Africa, de territorio reduzido na Europa, não ha duvida, mas berço de uma robusta e prolifica população largamente espalhada pelo mundo, de extraordinarias faculdades de adaptação e resistencia, população indispensavel—e não substituivel por outra—para a conservação e pureza da raça nacional do Brasil;
Considerando mais que o problema da gradual e progressiva fusão da numerosissima colonia portuguesa, que vive no Brasil, com a terra que lhe dá tão generosa hospitalidade é para os futuros destinos da nacionalidade brasileira de capital e decisiva importancia, mas sómente de solução integral possivel quando as duas nações, hoje separadas e quasi estranhas uma á outra, se harmonizarem no superior interesse de uma fecunda approximação;

Considerando, por outro lado, que a economia nacional portuguesa só ao contacto intimo da exuberante seiva brasileira póde robustecer-se e tonificar-se, sendo, além disso, fecundissimo campo para a nossa actividade material e progredimento moral as vastas regiões cobertas pela gloriosa bandeira auri-verde;
Considerando por isso como verdade evidente, sem possibilidade de discussão sequer, que a resolução definitiva do problema economico português depende grandemente—quaesquer que sejam os esforços, a sinceridade e a intelligencia que para ella se empreguem dentro das nossas estreitas fronteiras—de plenamente se realizar um forte e largo accordo luso-brasileiro, formula de renascimento mundial da nossa commum nacionalidade;
Attendendo a que a tradicional alliança de Portugal com a Inglaterra, base da nossa situação politica internacional, assim como intimas relações de cordealidade com as tres nações latinas, nossas irmans, e com a Allemanha, nossa cooperadora em Africa, em coisa alguma são prejudicadas pela unificação moral de Portugal com o Brasil n'um pacto superior, permanente e sui generis, tal como o impõem os especialissimos laços fraternaes existentes entre as nações que falam a lingua portuguesa;
E, attendendo, finalmente, a que á Sociedade de Geographia de Lisboa, pelos seus fins, pela sua constante tradição e pelo logar proeminente, tão excepcionalmente em evidencia, que occupa na vida nacional portuguesa, compete, nesta hora difficil para a patria, cooperar, quanto em si caiba, no movimento de renovação do nosso querido Portugal;
Tenho a honra de propôr que, nos termos do artigo 40.º dos estatutos, se crie uma commissão geral permanente com o titulo de «Commissão Luso-brasileira» a qual terá, entre outros, os seguintes fins:
1.º—Estudar a forma mais adequada de se realizarem congressos periodicos luso-brasileiros, que devam, em prazos a fixar, reunir-se alternadamente em Lisboa ou Porto e no Rio de Janeiro ou outras cidades brasileiras com o intuito de discutir todos os assumptos de ordem intellectual e economica que interessem em commum e exclusivamente as duas nações, e onde haja de fazer-se a propaganda das deliberações que pelos mesmos congressos e pelos governos dos dois paizes tenham de ser tomadas a beneficio de ambos os povos, respeitando-se escrupulosamente a independencia de cada um delles e evitando-se toda e qualquer interferencia, por minima que seja, na vida interna e no modo de ser dos dois paizes reciprocamente;
2.º—Estudar a forma de se negociar um tratado de incondicional arbitragem entre Portugal e as suas colonias de um lado e o Brasil do outro e de se realizar a conveniente cooperação das duas nações em assumptos de caracter internacional;

3.º— Estudar a fórma de se ultimar, com a urgencia que razões obvias aconselham, um tratado de commercio, ou antes um largo entendimento commercial entre as duas nações, procurando-se a maneira, até onde fôr possivel vencer as difficuldades naturaes inherentes ao assumpto, de que uma á outra concedam respectivamente vantagens especiaes que deixem de ser transmittidas aos outros Estados, não sendo, portanto, attingidas pela clausula de nação mais favorecida, inscripta actualmente nos tratados já existentes tanto de Portugal como do Brasil com os paizes estrangeiros;
4.º—Promover a creação de uma linha de navegação luso-brasileira entre os dois paizes, sob o alto patrocinio de ambos os governos;
5.º—Promover a fundação em Lisboa de um entreposto central para o commercio do Brasil na Europa e de um entreposto central no Rio de Janeiro para o commercio português na America, podendo, no caso de isso ser conveniente, fundar-se outros dois entrepostos, um no Porto e outro no Recife, ou onde mais convenha ao Brasil;
6.º—Promover a construcção de dois palacios, um em Lisboa e outro no Rio de Janeiro, destinados á exposição e venda permanente dos productos nacionaes de cada um dos dois paizes no outro;
7.º—Promover, sempre que fôr possivel, a unificação ou pelo menos a harmonização da legislação civil e commercial dos dois paizes;
8.º—Promover a approximação intellectual—scientifica, literaria e artistica—dos dois paizes, dando aos professores e diplomados brasileiros em Portugal e aos professores e diplomados portugueses no Brasil os mesmos direitos com equivalencia dos respectivos titulos de habilitação;
9.º—Promover visitas regulares de excursionistas e de estudo—de intellectuaes, de artistas, de industriaes e commerciantes portugueses ao Brasil e brasileiros a Portugal e ás suas mais importantes colonias;
10.º—Estudar a maneira de se fundar em qualquer das duas capitaes, ou simultaneamente em ambas, uma revista que seja o orgão para servir de interprete permanente a este movimento de approximação luso-brasileira;
11.º—Promover mais intimas e continuadas relações entre a imprensa brasileira e a imprensa portuguesa pela troca de collaboração e pela instituição de reuniões periodicas dos editores de livros e dos representantes do jornalismo de ambas as nações;
12.º—Promover a intelligencia entre si, respectivamente, das sociedades scientificas, artisticas, de instrucção, de beneficencia, de gymnastica, de tiro, de natação e outros desportos maritimos e terrestres, etc., pertencentes aos dois paizes, assim como das associações academicas brasileiras e portuguesas, creando-se tambem bolsas de viagem para os estudantes de cada um dos dois paizes no outro;

13.º—Promover o movimento de approximação luso-brasileira no Brasil, ou por intermedio de alguma das sociedades alli existentes, como a Sociedade de Geographia ou o Instituto Historico Brasileiro, que, á semelhança da Sociedade de Geographia de Lisboa, queira no territorio da União pôr-se á frente deste movimento, ou contribuindo para a fundação no Rio de Janeiro de uma liga luso-brasileira, com os mesmos intuitos que os da commissão permanente cuja creação aqui se propõe;
14.º—Finalmente, estudar a maneira de se fazer da benemerita colonia portuguesa no Brasil a activa intermediaria da approximação moral dos dois povos, approximação que terá como symbolo da realidade da sua existencia a formosa lingua de Camões e Gonçalves Dias a falar-se dos dois lados do Atlantico e a servir, em duas patrias fraternalmente enlaçadas, de vinculo inquebrantavel á raça luso-brasileira, cujo destino historico, assim engrandecido, deverá, a bem da civilização, alargar-se triumphante pelas mais bellas regiões do globo, ás quaes o immortal genio latino, representado pela nossa commum nacionalidade, imprimirá, com o supremo encanto da forma, o estimulo da sua energia eternamente creadora.»

II
O PROBLEMA LUSO-BRASILEIRO

III
O SUPPOSTO PERIGO

IV
OS ESTRANGEIROS NO BRASIL

V
O POVOAMENTO E A NACIONALIDADE

VI
A IMMIGRAÇÃO PORTUGUESA

1890 25.174
1891 32.349
1892 17.797
1893 28.989
1894 25.773
1895 40.390
1896 23.998
1897 17.793
1898 20.131
1899 13.348
1900 14.493
1901 14.489
1902 15.003
1903 14.527
1904 21.448
1905 24.815
1906 26.147
1907 31.483
1908 37.628
445.775

59 X 23.461 = 1.384.199 portugueses.

VII
A PERMUTA COMMERCIAL

VIII
A SITUAÇÃO REAL

Inglaterra 19.864
Allemanha 11.173
Hespanha 5.948
Procedencias Importação em
contos de réis
Portugal 19.330
Chile 393
Gran-Bretanha 82.619
Hespanha 2.379
França 27.176
Argentina 31.190
Allemanha 43.316
Suissa 2.660
Belgica 11.432
Italia 9.274
DestinoValor em £Augmento ou
diminuição de 1901
para 1906
França6.507.470+36,66%
Hespanha196.839+217,61%
Italia510.118+ 34,90%
Austria-Hungria1.821.959+60,58%
Portugal312.755+27,89%

IX
A NOSSA RAÇA «AT WORK»

AnnosValores em libras
1901 40.621.993
1902 36.437.456
1903 36.883.175
1904 39.430.136
1905 44.643.113
1906 53.059.480
EstadosValoresem£Augmento
ou
diminuição
19011906
MattoGrosso356.180376.023+5,57%
Amazonas4.688.4776.643.050+41,69%
Pará4.053.2646.665.191+64,44%
Maranhão ePiauhy192.604652.485+238,77%
Ceará139.595822.586+489,27%
Rio Grande doNorte34.37658.342+69,72%
Parahyba92.561540.535+483,98%
Pernambuco1.472.1051.333.127-9,44%
Alagoas489.820514.095+4,96%
Sergipe8.849
Bahia3.133.1033.706.617+18,30%
EspiritoSanto553.195784.726+41,85%
Rio de Janeiro e Minas7.857.4237.481.159-4,79%
S.Paulo16.140.74220.282.593+25,66%
Paraná653.0391.310.832+100,73%
SantaCatharina145.264315.522+117,21%
Rio Grande doSul620.2471.563.748+152,12%
1901 21.377.270
1902 23.279.418
1903 24.207.810
1904 25.918.428
1905 29.830.050
1906 33.204.041
AnnoReceitaDespeza
1899 333.105295.363
1900 353.607448.160
1901 318.559334.513
1902 343.814298.691
1903 408.589378.187
1904 433.802439.553
1905 463.765 451.977
1906 495.910 483.568
1907 483.744472.478

Activo

Exportação £ 53.000.000
Capital novo 4.000.000
£ 57.000.000

Passivo

Importação £ 33.600.000
Despezas do governo federal 5.600.000
Serviço das dividas dos Estados e municipios 1.231.940
Juros de capitaes estrangeiros 3.200.000
Passageiros para o exterior 600.000
44.231.940
Saldo£ 12.768.060
57.000.000

X.
MEDIDAS PROPOSTAS

XI
A EVOLUÇÃO BRASILEIRA

XII
O BRASIL E O AMERICANISMO

XIII
AS DIVERGENCIAS

XIV
A APPROXIMAÇÃO

XV
CONCLUSÃO

INDICE

Pag.a
Introducção[6]
IA proposta ConsiglieriPedroso[11]
IIO problemaluso-brasileiro[17]
IIIO suppostoperigo[23]
IVOs estrangeiros noBrasil[29]
VO povoamento e anacionalidade[35]
VIA immigraçãoportuguesa[41]
VIIA permutacommercial[47]
VIIIA situaçãoreal[55]
IXA nossa raça «atwork»[61]
XMedidaspropostas[69]
XIA evoluçãobrasileira[77]
XIIO Brasil e oamericanismo[83]
XIIIAsdivergencias[93]
XIVAapproximação[103]
XVConclusão[113]
Indice[117]

Acabou de se imprimir
aos sete
de dezembro de 1909,
em Lisboa,
na Typographia do Commercio
rua da Oliveira, 10, ao Carmo.

Lista de erros corrigidos

Aqui encontram-se listados todos os erros encontrados e corrigidos:

OriginalCorrecção
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[#pág. 48]o nossa...a nossa
[#pág. 81]resultatado...resultado

Variantes dos nomes próprios foram mantidas de acordo com o original.