Nota de editor: Devido à existência de erros tipográficos neste texto, foram tomadas várias decisões quanto à versão final. Em caso de dúvida, a grafia foi mantida de acordo com o original. No final deste livro encontrará a lista de erros corrigidos.

Rita Farinha (Jul. 2009)

O
RECONHECIMENTO
DO IMPERIO

GEORGE CANNING

Segundo uma tela de Stewardson, gravada por Wm Brett.

OLIVEIRA LIMA

da Academia Brazileira


Historia Diplomatica do Brazil


O
Reconhecimento
do Imperio

H. GARNIER, LIVREIRO-EDITOR

71-73, ruado Ouvidor, 71-736, rue desSaints-Pères,6
RIO DE JANEIROPARIS

TRABALHOS DO AUCTOR


Á MEMORIA DE UM AMIGO

(† 3 de Novembro de 1897.)

Oliveira Lima.

Londres, 25 de Janeiro de 1901.

HISTORIA DIPLOMATICA DO BRAZIL


O

RECONHECIMENTO DO IMPERIO


I

II

economia brazileira, e que passára a ser, com seus cofres vasios de numerario e seus livros de caixa prenhes de passivo, o emblema do descalabro financeiro da colonia que no seculo anterior fizera a opulencia de Portugal. O impeto do movimento separatista foi comtudo tão indomavel, que as forças militares da metropole cederam ante as ameaças palavrosas mais ainda do que diante das demonstrações bellicosas, que o sentimento de antagonismo ao Reino foi gradualmente tomando consistencia, linhas e feições com as provocações reaes e imaginadas, e que o divorcio dos espiritos attingiu o seu auge no momento mais azado para vingar e para forçar a deferencia das outras nações.
Conveniencia
de transferir
para Londres
a séde das
negociações. As pretenções de Portugal tinham sido, com os argumentos expostos, habilmente discutidas no Rio de Janeiro entre o Ministerio de Negocios Estrangeiros do Imperio e o Consulado de S. M. Britannica, mas, para serem efficientes, as negociações tinham que transportar a sua séde para Londres, pelo menos emquanto se não chegasse a uma primeira intelligencia, que fizesse apparecer a perspectiva da reconciliação. A Nota do conde de Villa Real offerecia, no dizer da communicação ingleza a Carvalho e Mello, «uma animação evidente á abertura de uma negociação directa com Portugal», a qual o gabinete britannico entendia que não era licito ao Brazil rejeitar, consultando quer a justiça, quer a prudencia. Portugal, já o sabemos, abstivera-se de insistir mais na sujeição incondicional preliminar, e apenas reservára a discussão da soberania e independencia para depois de suspensas as hostilidades e restabelecidas as relações de paz e commercio. A Grã Bretanha, recommendando á acceitação do Imperio a abertura de paz feita pelo Reino, assumia uma responsabilidade de que Canning tinha plena consciencia.
O livro do Foreign Office na Legação de Londres, correspondente aos annos de 1824 e 1825, poucos documentos encerra além de um avultado numero de chamados, muitos d'elles urgentes, para conferencias dos enviados brazileiros já com Canning, já com Mr. Planta, o Sub-Secretario permanente. As negociações foram pois quasi exclusivamente verbaes, consignando-se porem o seu andamento nos protocollos das conferencias, e não se relaxando por assim dizer uma semana o interesse de Canning no seu progredir. Com a firmeza de Canning por um lado, e o temperamento irrequieto e obstinado de D. Pedro I pelo outro, estavam condemnadas, doomed to a failure como antecipava Canning, a inercia de D. João VI e a procrastinação de Palmella.
A personalidade
do Imperador. A personalidade resoluta do Imperador era sem duvida um elemento muito consideravel para a certeza do resultado a attingir. Em face de um soberano de vontade fraca e de estudada contemporisação erguia-se agora outro de vontade energica e todo de impulsos, cujos sentimentos de veneração filial não tinham sido amorosamente cuidados nem pela Mãi, de quem elle herdára a vivacidade, a bravura, a generosidade e até o erotismo (very frisky with the ladies, escreveria de D. Pedro alguns annos depois Lady Granville), mas que lhe preferia o outro filho, mais docil á sua tutela, nem pelo Pai, que pela prole inteira distribuia igualmente a sua affeição, tibia como a sua indole, e guardára a sua mais pronunciada estima para um sobrinho e genro mais respeitoso que os filhos. Os escriptores estrangeiros do tempo são, para o estudo dos personagens e factos d'esta epocha, preferiveis aos de lingua portugueza porque os não prendia a cortezania nem o receio de exprimir a verdade, e ao mesmo tempo os illuminava o clarão de uma percepção intellectual tornada muito mais desannuviada e penetrante pela educação e estranheza ao meio que observavam. Todos esses escriptores são tão concordes em elogiar a bonhomia de D. João VI, a sua clemencia, que não era absolutamente um effeito da fraqueza pois ao contrario são os tyrannos mais fracos os mais crueis, a sua accessibilidade, a sua sagacidade mesmo, como em derramar louvores sobre o donaire e a magestade do porte, a indefatigavel actividade, a coragem e sangue frio, e a preoccupação de agradar, ser justo e fazer bem, que distinguiam D. Pedro I. Não alcançára illustração nem possuia a qualidade de ouvir conselhos outros que os da propria experiencia, como de passagem no Rio observou o general Miller, inglez que desempenhou papel conspicuo nas campanhas da independencia sul-americana. Queria não só agir como pensar por si. Semelhante orientação era certamente contraproducente n'uma terra que, na essencia democratica, se vangloriava de constitucional, e entre homens d'Estado que andavam intimamente, e em muitos casos inconscientemente mesmo, solicitados por predilecções republicanas: valia porem um thesouro quando se tratava de questões, como a do reconhecimento, envolvendo a dignidade da nação.
A fibra militar. N'outro ponto ainda a dissociação do Imperador com o meio tornar-se-hia mais para diante distincta. D. Pedro de Bragança, soldado até a medulla, era antes o monarcha talhado para um paiz enthusiasta do exercito do que para um paiz fundamentalmente paizano, a custo fascinado pelas glorias das batalhas. Esse mesmo antagonismo não se dava entretanto no momento da emancipação como se daria por occasião da guerra da Cisplatina, porque então todas as energias convergiam para a manutenção da liberdade politica alfim alcançada, e a animosidade contra as ambições de recolonização por parte da metropole despertava na alma nacional a somnolenta fibra militar.
Os plenipotenciarios
brazileiros. Da parte dos plenipotenciarios brazileiros escolhidos para a missão de Londres, devia evidentemente manifestar-se o maior fervor no cumprimento das ordens recebidas. Antes de tudo, tratava-se do baptisado politico da nova patria, fundada com o alvoroço natural á nação que adquire a consciencia de haver attingido a sua virilidade. Pessoalmente, Gameiro Pessoa, o futuro visconde de Itabayana, gosava em alto gráo da confiança e estima do Imperador, e era apenas legitimo que se sentisse ancioso por honrar a elevada distincção de que fôra recipiente, com prestar os melhores serviços ao seu paiz e ao soberano em plena popularidade. Felisberto Caldeira Brant, o futuro marquez de Barbacena, era um militar de calma energia e um politico de commedida ambição, o qual devia nutrir pelo Reino um odio hereditario, como neto do faustuoso contractador de diamantes que maravilhára a colonia com suas audacias, riquezas e liberalidades, antes de ir expirar em Lisboa sob o peso de graves accusações de fraude, livrando-o o terremoto de 1755 da clausura no Limoeiro desabado, mas não lhe restituindo a opulencia, nem a honra, nem a paz d'alma[5].
Homem de variadas aptidões, o marechal Caldeira Brant tornou-se conhecido como guerreiro, como negociante, como diplomata e como administrador. Pelejou nos mares d'Angola e nos campos da Cisplatina. Commerciou na praça da Bahia, e com igual desembaraço representou depois o Imperio em Côrtes européas e privou com os personagens mais importantes da epocha. Foi estadista benemerito, tendo atravessado um largo aprendizado para a vida publica e havendo-se salientado, antes mesmo de entrar na politica, pelas suas idéas intelligentes e progressistas: assim introduziu o primeiro a vaccina no Brazil, abriu estradas, importou machinismos bellicos, agricolas e de navegação, inclusive a primeira machina a vapor, e interessou-se por estabelecimentos de credito, pelo desenvolvimento da lavoura e pela colonização das terras[6].
A questão do
reconhecimento. Para os dous enviados de D. Pedro I, a Legação do Brazil não foi certamente uma sinecura. O proprio reconhecimento appareceu-lhes bem mais difficil do que á primeira vista se imaginava. Varias questões, conforme é sabido, andavam-lhe connexas, e não era facil achar-lhes solução que agradasse a ambas as partes.
A successão
da corôa portugueza. Primeiramente, havia a questão de dignidade, pretendendo Portugal que a admissão da independencia do Brazil fosse materia da negociação diplomatica e não preliminar d'ella, e pensando o Brazil do modo justamente opposto. Depois, havia a questão da successão, motivada pela coincidencia de ser o Imperador o filho primogenito e legitimo herdeiro do Rei. A Inglaterra, certamente para evitar o pouco auspicioso dominio de D. Miguel, mostrava desejar que as duas corôas se reunissem, após o fallecimento de D. João VI, na cabeça de D. Pedro: subentendia-se ou não no espirito dos estadistas inglezes que o Imperador opportunamente as repartiria, como veio a succeder, formando com a sua progenie duas dynastias. Opinava Metternich, com melhor senso e previdencia e contra o juizo dos representantes d'Austria no Rio de Janeiro e em Londres, que a reconciliação na familia e dominios de Bragança se não poderia operar de uma maneira permanente ou pelo menos duravel sem uma separação inicial, absoluta e perpetua das duas corôas, tanto mais razoavel quanto Portugal nunca se sujeitaria a ser, por um instante sequer, colonia do Brazil. D. Miguel por esse tempo chegava exilado á côrte de Vienna e o Chanceller, que decerto se mirava n'esse espelho reaccionario, não levaria á paciencia deixar sem destino tão formosa vocação auctoritaria.
Sobre o assumpto capital da successão, Caldeira Brant e Gameiro nenhumas instrucções tinham recebido e viram-se na necessidade de mandar pedil-as de Londres. O Imperador visivelmente abordava o negocio da regulação dos seus direitos de successão com muita reserva mental, preferindo aliás não comprometter-se de antemão a respeitar uma composição que os menoscabasse. O agente austriaco no Rio de Janeiro não passaria n'este ponto de receptaculo da opinião imperial, que facilmente haveria sido suggerida por transmissão ao encarregado de negocios em Londres da côrte de Vienna. Os ideaes politicos do barão de Neumann não abrangiam por certo as emancipações coloniaes, e tudo quanto fosse de molde a favorecer a legitimidade attrahia-o por instincto. Faltava-lhe a visão limpida ou cynica do homem d'Estado, que em Metternich se sobrepunha aos preconceitos cortezãos.

III

Thy chains are broken, Africa, be free
Thus saith the island—empress of the sea.

IV

V

VI

VII

VIII

IX

X

APPENDICE

APPENDICE


DOCUMENTO N.º 1

INSTRUCÇÕES PARA SERVIREM DE REGULAMENTO AO SR. MANOEL RODRIGUES GAMEIRO PESSOA NA MISSÃO COM QUE PARTE PARA A CÔRTE DE LONDRES DE ENCARREGADO DE NEGOCIOS DO IMPERIO DO BRAZIL.

10º

11º

Palacio do Rio de Janeiro, 24 de Novembro de 1823.

Luiz Je. de Carvalho e Mello.


DOCUMENTO Nº 2

Illmo. e Exmo. Sñr.

Londres, em 20 de Abril de 1824.

Illmo e Exmo Sñr. Marquez de Palmella.

Felisberto Caldeira Brant,
Manoel Rodrigues Gameiro Pessoa.


DOCUMENTO Nº 3

copia da resposta do marquez de Palmella

Marquez de Palmella.


DOCUMENTOS Nos 4 a 7

NÉGOCIATION ENTRE LE PORTUGAL ET LE BRÉSIL[76].

Nº 4

Première Conférence.


Nº 5

Seconde Conférence Brézilienne, le 19 juillet.


Nº 6

PROTOCOLE

Conférence Brézilienne, le 9 Août 1824.


Nº 7

Conférence Brézilienne les 11 et 12 Août 1824.


DOCUMENTO Nº 8

PROJECTO DE HUM TRATADO PRELIMINAR ENTRE PORTUGAL
E O BRAZIL

projecto de tratado

Portugal.

Brazil.
Artigo1º.
O Reino de Portugaleo Imperio do Brazil com os limites, que tinhão em Abril de1821 são, e ficão sendo para sempre duasMonarquias independentes, soberanas, e separadas, nas Pessoas dosMonarcas actuaes, e seos Successores.Observaçoens(de Brant e [Gameiro]).
A separação, e independencia da Coroa do Brazilestá tão formal, e expressamente ennunciada nesteartigo, quanto se póde dezejar.
Artigo 2º.
S. M. Fidelissimaemconsequencia desta separação das duas Coroasrenuncia por si, seos herdeiros, e successores á todos osdireitos e pretençoens de governo, e propriedade territorialsobre o Brazil. E querendo que esta renuncia seja a mais plena, formale completa, que ser possa, deixará de ora em diante demencionar o Brazil entre os titulos da Corôa de Portugal.Arenuncia que se contem na 1.ª parte d'este artigoestá redigida nos proprios termos das nossasinstrucções, e a eliminaçãodo Brazil d'entre os titulos da Coroa de Portugal foi-nos suggeridapelo nosso zêlo, e he consequente, e regular.
Artigo 3º.
S. M. Fidelissimaem virtude d'esta renuncia, reconhece a Seu Augusto Filho oSñr. Dom Pedro, seus herdeiros e successores por Imperadordo Brazil, e trata com Elle n'esta qualidade.Eisexpresso o reconhecimento da nova cathegoria politica do Brazil e dotitulo de Imperador.
AInglaterra e Austria consideram esta restituiçãocomo um acto de rigorosa justiça pela razão denão ter existido entre o Brazil e Portugal hum verdadeiroestado de guerra; mórmente desde a epocha em que S. M.Fidelissima reassumiu a sua antiga authoridade, e mandou suspender ashostilidades em todos os pontos do Brazil occupados por tropasportuguezas. Tanto para condescendermos com as ditas potencias comopara impormos á Portugal a obrigaçãode reparar os damnos feitos pelas suas tropas no Brazil, e que importamem muito mais do que o valor de taes presas, propuzemos estarestituição, sem arestituição promettida no artigo precedentenão teriamos direito a este acto de reciprocidade.
Artigo 4º.
S.M. O Imperador do Brazil se obriga a restituir no estado em que seachar, toda a propriedade pertencente aos subditos da Coroa dePortugal, que tenha sido sequestrada no Brazil, bem como os naviosportuguezes com as suas respectivas cargas, que tenham sido apresadaspelas forças navaes do Imperio, e no caso de se ter vendidoalguma d'estas presas, restituir-se-ha o preço de taesvendas aos seus respectivos donos.
Artigo5º.
S. M. Fidelissimapromette igualmente restituir toda a propriedade pertencente aossubditos, e a quaesquer corporações do Brazil,que tenha sido apprehendida pelas authoridades portuguezas, enomeadamente as alfaias e valores que se achão em Portugal,e forão trazidas pelo Commandante das tropas portuguezas, emais pessoas que evacuarão a cidade de Bahia em 2 de Julhode 1823.
Artigo 6º.
S. M. Fidelissimapromette outro sim indemnisar a todos os subditos da Coroa do Brazil aquem as tropas portuguezas tenhão causado perdas, e damnos,sem que as operações militares o exigissem. Oreconhecimento, e liquidação de taes perdasserão commettidos a uma Commissão mixta, que seinstituirá na cidade do Rio de Janeiro, logo depois da trocadas rectificações do presente Tratado.Sema promessa da mencionada restituiçãonão podiamos pretender estaindemnização, e muito soffreria o nossopatriotismo se o não pretendessemos.
Artigo 7º.
Haverádesde já a mais sincera amizade, e a mais generosacorrespondencia entre os habitantes de ambos os paizes. E emquanto porum tratado especial não se regulão as suasrelaçoens commerciaes pagarão os generos doBrazilnas alfandegas de Portugal, e os productos de cultura e industria dePortugal nas alfandegas do Brazil, dez por cento de direitos deentrada, e dois por cento de direitos dereexportação, devendo os direitos chamados dePorto serem os mesmos no Brazil para os navios brazilianos eportuguezese vice versa em Portugal.Estandoas Potencias da Europa accordes no principio de que as metropolespeninsulares devem gozar de favores especiaes nos novos EstadosAmericanos, era mister previlegiar o commercio portuguez relativamenteao das outras naçoens. Todavia o Brazil ganha mais do quePortugal n'esta fixação promissoria de direitos:porque os seus generos, que pagavão outr'ora huns por outros30 p.r 0/0 de direitos de entrada em Portugal,pagarãosómente 10 p.r 0/0 no intervalo quedecorrer atéo ajuste de hum tratado definitivo de commercio.
Artigo 8º.
Nãoquerendo as altas partes contratantes retardar de modo algum asvantagens, que hão de resultar do prompto restabelecimentoda boa correspondencia entre os dois Estados, convem em que fiquemreservados para hum subsequente tratado definitivo todos os maisobjectos que devão ser ajustados entre ambas as Coroas.Esteartigo é em tudo conforme as nossas Instrucçoens,que nos mandão mui positivamente dividir anegociação em duas partes: notando-se na primeiraa questão do reconhecimento e na segunda o mais que occorrerentreos dois paizes.
Artigo 9º.
As duas altaspartes contractantes convidarão todas as potencias amigasá accederem ao presente tratado.

DOCUMENTO Nº 9

PROJECTO DE TRATADO

The King of Portugal devolves upon His Son Dom Pedro all His Rights in Brazil.The Emperor of Brazil renounces for Himself His Right of Succession to the Crown of Portugal.

It is understood that all hostilities on the part of Brazil against the Territories, Ships, and Subjects of Portugal, have already ceased: and that all seizures of Portuguese Ships and Property, heretofore made, shall be restored or where restitution is impossible, that Indemnification shall be made.
Also that Portuguese Subjects in Brazil shall be at liberty either to return to Portugal with all their Property or to reside in Brazil without molestation.
It is understood that all Brazilian Persons or Property seized or detained in Portugal, shall be forthwith liberated and restored; or where restitution of Property is impossible, that Indemnification shall be made. Brazilian Subjects in Portugal, if there be any other than those already mentioned, shall be at liberty to return to Brazil with all their Property or to remain in Portugal without molestation.
The Brazilian Government shall engage not only not to undertake any expedition against other Colonies, or Settlements, of Portugal, but not to entertain any Proposition which may be made to them for the alienation from Portugal, or union with Brazil of any of the said Colonies or Settlements.The Portuguese Government shall engage to evacuate any Port or Place, which it may continue to occupy on that part of the Continent of America, which constitutes the Brazilian Territory.

ADDITIONAL ARTICLES


DOCUMENTO Nº 10

Esboço de Hum Acto de Reconciliação entre
Portugal e o Brazil

Assignado: Marquez de Palmella.

Está conforme:

Conde de Villa Real.


DOCUMENTO Nº 11

Conférence brésilienne

Protocole de la sixième Séance, le 11 Novembre 1824


DOCUMENTO Nº 12

Monsieur,

Londres, ce 10 Février 1825.

Le Général Brant. Le Chevalier Gameiro.


DOCUMENTO Nº 12 A

Messieurs,

Chandos House, le 14 Février 1825.

Esterhazy, Neumann.


DOCUMENTOS Nos 13, 14, 15 e 16

Nº 13

Artigo I

Artigo II

Artigo III

Artigo IV

Artigo V

Artigo VI

Artigo VII

Artigo VIII

Artigo IX

Artigo X

Artigo XI

Nº 14

Nº 15

Nº 16

Artigo I

Artigo II

Artigo III

Artigo IV


INDICE


I

A Europa e o reconhecimento[1]
Papel da esquadra na Independencia[2]
Aberturas de reconciliação[3]
Nomeação de Brant e Gameiro[4]
Expedições armadas na Inglaterra[5]
Encarregatura de negocios de Hyppolito[6]
Instrucções a Gameiro[7]
Posição diplomatica do Brazil[9]
Justificação da Independencia[10]
A mediação ingleza suggerida[11]
A Austria igualmente medianeira[12]
Canning resolve a questão da mediação ou bons officios[13]
Canning como interventor a pedido[14]
Benevolencia da Austria[16]
Hostilidade da Santa Alliança. A Inglaterra e a Austria em pontos de vista diversos[17]
Metternich e a Constituição Brazileir[18]
A orientação franceza sob os Bourbons[18]
Largos planos de Chateaubriand[19]
A França no Novo Mundo[20]
Inconvenientes para o partido da reacção de uma solução amigavel do conflicto luso-brazileiro[22]
Embaraços creados pelo partido da reacção[23]
Evolução liberal na Inglaterra e papel de Canning na politica européa[24]
O conservantismo de Lord Castlereagh[25]
Castlereagh e a emancipação do Novo Mundo[26]
Metternich e o Foreign Office[27]
Era Canning um democrata?[28]
Canning e Jorge IV[30]
Influencia de Canning no partido e sua independencia de opiniões[32]
Perfil intellectual e politico de Canning[33]
Pitt e Canning[35]
A libertação da America Latina[35]

II

O commercio britannico favoravel ao reconhecimento[37]
Differente proceder de Canning para com Portugal e a Hespanha[38]
Emancipação das colonias hespanholas da America[39]
Emissarios inglezes na America Hespanhola[43]
Offerecimento pela Grã Bretanha á Hespanha da sua mediação[44]
A doutrina de Monroe e a parte que n'ella cabe a Canning[45]
Opportunidade do reconhecimento da America Hespanhola[46]
Influxo dos Estados Unidos[47]
Canning e as monarchias absolutas[48]
Condições de neutralidade no reconhecimento da America Hespanhola[49]
Canning entre Portugal e Brazil[50]
Interesse de Canning no reconhecimento do Imperio[51]
Delongas de Portugal[52]
Instabilidade politica no Brazil. Os Andradas e o sentimento liberal[53]
Portugal invoca em Londres os antigos tratados de alliança[54]
A Chancellaria Brazileira discute o appello portuguez [56]
Concessões do Imperio[59]
A opinião publica e a suspensão [das hostilidades][61]
Solidez da Independencia[62]
Conveniencia de transferir para Londres a séde das negociações[63]
A personalidade do Imperador[65]
A fibra militar[67]
Os plenipotenciarios brazileiros[67]
A questão do reconhecimento[69]
A successão da corôa portugueza[70]

III

Primeiros passos de Brant e Gameiro[73]
Carta ao marquez de Palmella[74]
Resposta do Governo Portuguez[75]
Palmella no ministerio[75]
Inclinações francezas de Subserra[76]
Desafio de honrarias: o Santo Espirito e a Jarreteira[77]
Tergiversação da Côrte de Lisboa[78]
Attitude do ministro Villa Real na troca dos plenos poderes[79]
A Abrilada[80]
Pressa da Inglaterra com relação ao reconhecimento[80]
A questão do trafico de escravos desde 1810[81]
O Brazil e a escravidão[84]
A missão Amherst ao Rio de Janeiro. O trafico e José Bonifacio[85]
Instrucções secretas de Brant e Gameiro sobre o trafico[87]
A França e a Grã Bretanha na Peninsula Iberica[90]
Partido tirado pelos politicos brazileiros das rivalidades internacionaes[91]
Acção dos enviados brazileiros junto a Canning[93]
Esboço de tratado formulado por Brant e Gameiro[94]
Canning e a successão[94]
Exigencias previas de Villa Real na primeira conferencia do Foreign Office[94]
A suspensão das hostilidades[95]
Expedição portugueza ao Rio de Janeiro[95]
Segunda conferencia no Foreign Office. Canning assume a tarefa de redigir um projecto de tratado[96]

IV

Fraqueza dos recursos militares do Reino. Papel glorioso da marinha nacional[98]
As prezas de Lord Cochrane[100]
Entrevista confidencial de Villa Real com os enviados brazileiros[100]
Novas conferencias no Foreign Office. Má vontade da Austria. Juizo de Metternich sobre Canning[102]
Projecto de tratado apresentado por George Canning[103]
Insistencias de Villa Real e evasivas de Brant e Gameiro[104]
Espirito de rebellião no Brazil[105]
Aspecto moral da capital brazileira[107]
Recusa para a transmissão do projecto Canning[109]
Canning transmitte seu proprio projecto de tratado para Lisboa[110]
Solicitude de Canning pelas negociações[111]
Affazeres da Legação[112]
Emprestimo brazileiro prejudicado pela revolução pernambucana de 1824. Esperanças portuguezas. Fuga de Manoel de Carvalho[113]
Brant e Gameiro recebem novas instrucções. O armisticio e a successão ao throno portuguez[116]
Pretenções portuguezas a suzerania. Vantagens commerciaes offerecidas pelo Brazil[120]
Opposição portugueza. Idéas de Palmella. Sympathia de Canning[122]
Contra-projecto portuguez[123]
Esforços dos enviados brazileiros em favor da paz. Correspondencia entre Brant e Palmella[125]
Observações da Chancellaria Brazileira ao projecto de Canning[127]

V

Communicação official do contra-projecto. Preparativos de guerra[130]
Relações commerciaes do Brazil com a Inglaterra. Opposição de Wellington e Eldon ao reconhecimento[131]
A questão do pau brazil[133]
Opposição da maioria do gabinete e do Rei ás idéas de Canning[134]
Reconciliação do Rei com o seu Secretario de Estado[136]
Influencía da Santa Alliança em Lisboa. Mudança benevola para com o Brazil na attitude da Austria. Intriga de Metternich[138]
Cordialidade de relações entre Esterhazy e Canning. A Santa Alliança e o reconhecimento das republicas hespanholas[139]
A Austria abandona Portugal. Palmella e Subserra mandam ao Rio um emissario secreto. O Imperador e as negociações clandestinas[141]
Brant e Gameiro exploram o despacho do emissario. Brant preconiza uma guerra economica[143]
O Brazil recusa declarar a cessação das hostilidades[144]
Desavença entre Villa Real e os enviados brazileiros. Subsequente reconciliação[145]
Desunião moral entre Portugal e Brazil. Razões d'este estado de espirito[147]
O papel de D. Miguel. Palmella e Subserra[150]
Resolução de Canning[152]
Bons conselhos de Canning[154]
O reconhecimento em França[156]
Interesses britannicos na America Latina[159]
Palmella e a Santa Alliança. Replica de Canning ao contra-projecto[160]
Intrigas francezas em Lisboa. Hyde de Neuville[162]
Linguagem de Canning para o Brazil[163]
Circular do Governo Portuguez[164]
Deliberação de Canning com relação ao reconhecimento das republicas hespanholas. Despeito de Brant e Gameiro[166]
Jubilo dos nossos enviados. Missão de Sir [Charles Stuart][169]
Canning concilia a Austria. Brant e Gameiro [rejeitam] o contra-projecto[173]
Natureza da missão de Sir Charles Stuart[174]
Portugal perde a opportunidade de fazer o reconhecimento. Carta de Brant a D. Miguel de Mello[176]
Politica pratica da Inglaterra. Dissimulações de Metternich[177]
Urgencia do reconhecimento[178]
Resposta de D. Miguel de Mello[179]
Mudança radical em Metternich[180]
Os adversarios de Canning na sua politica latino-americana. A Austria, a França e a Russia[182]

VI

Sir William A' Court, embaixador em Lisboa[187]
Chegada de Sir Charles Stuart a Lisboa. Inicio das negociações[189]
Instrucções de Canning[191]
As negociações e as potencias continentaes[194]
O reconhecimento na Europa e na America Latina[197]
A entrevista de Combe Wood[198]
A Carta Regia. Partida de Sir Charles para o Rio de Janeiro[199]
A Carta Regia julgada em Londres[201]
A Inglaterra no caso de mallogro das negociações do Rio[204]
Opiniões de Neumann[205]
A missão Stuart e a nossa Secretaria de Estrangeiros[207]
Partida de Brant para o Brazil. Gameiro e Palmella em Londres[210]
Perfil de Palmella. Razões da sua popularidade em Londres[212]
Palmella e a Independencia do Brazil[215]
Palmella, a demissão de Subserra e a agitação de Hyde de Neuville[218]

VII

Chegada de Sir Charles Stuart ao Brazil. Acolhimento imperial. Nomeação dos plenipotenciarios brazileiros[223]
A situação do Imperio com relação a Buenos Ayres[224]
A Inglaterra e a politica platina do Brazil[226]
Idéas de Gameiro sobre a questão de Montevidéo[228]
Buenos Ayres igualmente solicita a intervenção ingleza[231]
As negociações no Rio de Janeiro[232]
O tratado e convenção de 29 de Agosto de 1825[240]
Ratificação do Tratado e Convenção[245]
Palmella e os tratados entre Portugal e Inglaterra[245]
Sir Charles Stuart e o tratado de commercio com a Grã Bretanha[247]

VIII

O tratado luso-brazileiro julgado em Londres[249]
O tratado em Portugal[251]
O titulo imperial[252]
Critica do tratado[253]
O tratado no Brazil[254]
Defeza do tratado por Sir Charles Stuart[256]
Satisfacção de Canning com o tratado[258]
Os tratados com a Grã-Bretanha. Sua não ratificação[260]
Motivos da não ratificação. Os favores commerciaes[262]
O direito de busco[263]
A conservatoria Ingleza[266]
Os reus de alta traição[267]
A publicação dos tratados[268]
Canning e Sir Charles Stuart[271]
O texto dos tratados[273]
Desvantagens dos tratados[277]
D. João VI, Imperador do Brazil[279]
Recebimento de Itabayana[281]

IX

O reconhecimento nas outras côrtes da Europa[283]
A Austria[283]
A França[288]
A Santa Sé[293]
O reconhecimento [nas outras] côrtes européas[299]

X

Fallecimento de Canning. Sua individualidade[306]
Appendice[311]

Paris.—Typ. H. Garnier, 6, rue des Saints-Pères. 302.2.1901.

Lista de erros corrigidos

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OriginalCorrecção
[#pág. 40]affimára...affirmára
[#pág. 44]indepencia...independencia
[#pág. 103]Projec to tratado apr sentado...Projecto de tratado apresentado*
[#pág. 125]Iuglaterra...Inglaterra
[#pág. 189]Cbegada...Chegada
[#pág. 197]??ropa...Europa*
[#pág. 198]restan es...restantes
[#pág. 217]concordanto...concordando
[#pág. 258]?? Canning...de Canning*
[#pág. 259]do beneficia...do beneficio
[#pág. 264]dos Potencias...das Potencias
[#pág. 294]augustia...angustia
[#pág. 326]négoeiation...négociation
[#pág. 334]Ganeiro...Gameiro
[#pág. 343]ambos as Partes...ambas as Partes
[#pág. 356]xaminado...examinado
[#pág. 356]eouvido...ouvido
[#pág. 360]o Independencia...a Independencia
[#pág. 365]des nossos...dos nossos
[#pág. 371]dos hostilidades...das hostilidades
[#pág. 374]Chales Stuart...Charles Stuart
[#pág. 374]rejetam...rejeitam
[#pág. 376]nos outras...nas outras
[#nota 9]A nnexo...Annexo
[#nota 58]1825-1827...1826-1827

* alterações realizadas com base no Índice da obra.
Os símbolos de percentagem foram mantidos como surgem na
obra original, ou seja, 0/0 e não % como habitual.