Pinto da Rocha

TALITHA

EVANGELHO EM TRES ACTOS

SEGUNDA EDIÇÃO

LIVRARIA CHARDRON

DE LELLO & IRMÃO

Carmelitas, 144-Porto

1909

TALITHA

PINTO DA ROCHA

TALITHA

EVANGELHO EM TRES ACTOS

SEGUNDA EDIÇÃO

LIVRARIA CHARDRON

DE LELLO & IRMÃO

Carmelitas, 144-Porto

1909

O accordo assignado no Rio de Janeiro, em 9 de Setembro de 1889, entre o Brazil e Portugal, assegurou o direito de propriedade literaria e artistica em ambos os paizes.

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A presente edição está devidamente registada nas Bibliothecas Nacionaes, de Lisboa e Rio de Janeiro.

Imprensa Moderna, de Manoel Lello
R. da Rainha D. Amelia, 61—PORTO
Grande premio na Exposição do Rio de Janeiro de 1908

PERSONAGENS

Talitha, céga 18 annos
João Fulgencio, cura da aldeia 80 "
Dr. Ruy de Ornellas, medico 25 "
Joaquina, irmã do cura 65 "
Marqueza de Rilma 50 "
UM ESCUDEIRO—CAMPONEZAS—LAVRADORES

A acção passa-se em uma aldeia da Provincia de Traz-os-Montes, Portugal

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ACTUALIDADE

INTERPRETAÇÃO

NO RIO DE JANEIRO EM 1906
Talitha Maria Falcão
Joaquina Jesuina Saraiva
Marqueza de Rilma Barbara Wolckart
João Fulgencio Chaby Pinheiro
Ruy de Ornellas Henrique Alves
NO RIO GRANDE DO SUL EM 1907
Talitha Maria Falcão
Joaquina Maria Pinheiro
Marqueza de Rilma Olivia de Almeida
João Fulgencio Chaby Pinheiro
Ruy de Ornellas João Lopes

A Talitha subiu á scena, pela primeira vez, no Theatro Apollo, do Rio de Janeiro, em Agosto de 1906, na festa artistica da eximia actriz Maria Falcão.

E tomando a mão da menina disse-lhe:
—Talitha cumi:—Filhinha levanta-te.

Novo Testamento. S. Marcos, V. 41.

PRIMEIRO ACTO

Jardim, na residencia do Cura.—Á direita, um banco de pedra junto a um poço: á esquerda, frontaria da casa. Grade ao fundo, com portão.—Vista de estrada e campo.

SCENA I

Joaquina e Ruy

Joaquina

Louvado seja Deus! Como está bello e forte!

Ruy

É verdade, Joaquina, o clima aqui da terra
encheu-me novamente o coração de alento.
Posso dizer que entrei neste bondoso lar
vigiado, sem dó, pelos olhos da morte.
E agora, a luz do Sol, os perfumes da serra,
as aguas desta fonte, o sadio alimento,
o seu cuidado santo, amigo e tutelar,
fizeram-me robusto.

Joaquina

E Deus não lhe fez nada?

Ruy

Foi elle quem salvou a minha mocidade,
porque a divina mão que fez os céos e os montes,
que deu flores á terra e deu frescura ás fontes,
que faz vibrar a luz e a voz da passarada,
que impelle a nuvem branca em plena immensidade,
um dia vos creou as almas caridosas
que vivem nesta casa, humildes e serenas,
felizes com o Bem, suaves como as rosas,
mais simples do que o trigo, a neve e as açucenas!

Joaquina

Então, menino, crê tambem que Deus existe?!

Ruy

De certo, minha amiga.

Joaquina

E não é um hereje,
dessa raça maldita e negra que desmente
as obras do Senhor?

Ruy

Ingenua creatura!
É tão alegre a crença e não crêr é tão triste,
que mesmo sem querer o coração da gente
acredita num Deus que todo o mundo rege,
num Pae que assim te deu alma simples e pura!
Faz tanto bem, Joaquina, acreditar em Deus
e adormecer á noite abrindo a consciencia
aos beijos do luar, sorrir de madrugada
á frescura que vem do azul ethereo e vasto,que o nosso olhar ascende ás amplidões dos céos
sem esforço nenhum, como a espiral da essencia
que se evola da flôr, se a abelha delicada
lhe poisa na corolla o vôo leve e casto!

Joaquina

Bemdito seja Deus! Não póde imaginar
como eu fico contente ouvindo assim fallar!...

Ruy

Mas que idéa fazia então de mim? Julgava
talvez que eu fosse atheu?

Joaquina, benzendo-se

Deus me perdôe... pensava!

Ruy

Como poude a sua alma angelica e tão boa
fazer-me, sem motivo, essa enorme injustiça?

Joaquina

Ah! mas não foi por mal, nem o pensei á tôa:
eu nunca o vi rezar, eu nunca o vi na missa...
E a gente vê só cara e não vê corações...

Ruy

E se o visse, Joaquina!...

Joaquina

E que é que me servia
o ver-lhe o coração?

Ruy

Nada, é certo. Entretanto
conheceria bem as minhas intenções,
a esperança que faz brotar, em cada dia
que passa, um pensamento alegre, puro e santo...

Joaquina, interrompendo

É, mas diz o rifão que está o inferno cheio
de boas intenções!...

Ruy

Tem razão; mas não minto
se lhe disser tambem, lealmente, o que sinto:
ás vezes mais parece um verdadeiro inferno
este peito infeliz...

Joaquina, benzendo-se

Abrenuncio, menino!...
Mas que blasphemia a sua e que peccado feio!...
Um homem que acredita em Deus, bondoso e eterno,
em Deus Nosso Senhor, não diz tal desatino!...
Virgem Maria! Credo!

Ruy

Alma boa de santa!...
A tua vida inteira adormeceu. A aurora
já para ti não tem aquelle brilho vivo
que a primavera, em luz, alastra pelos campos...
Tudo se transformou em outra vida; agora
a fonte já soluça, a brisa já não canta;
aos teus olhos a lua é d'um fulgor esquivo,
o sol não tem calor, o céo já não é glastro,
as estrellas febris parecem pirilampos;trazes o teu olhar constantemente a rastro;
sómente a fé te anima; é por isso que extranhas
o inferno abrasador que muita vez domina
a minha mocidade.

Joaquina, com sorriso

Isso me bacoreja
algum amor perdido ahi por essas eiras...

Ruy

É possivel, quem sabe? Os ares das montanhas
tem caprichos assim, póde bem ser, Joaquina!

Joaquina, cariciosa

E diga-me, que olhar é esse que negreja
a sua vida alegre? Ha tantas feiticeiras!...

Ruy, enleiado

Que olhar?

Joaquina, interrompendo

Mas é segredo?

Ruy

É, por ora é segredo...

Joaquina

Ah! não confia em mim?! bem sei, bem sei, tem medo
que eu descubra o mysterio, a princeza encantada
que assim lhe traz a vida em tantas amarguras...

Ruy

Não é mysterio, não. É... cousa complicada!...

Joaquina

Faz muito bem zelar a flôr dos seus amores;
não os conte a ninguem; se acaso as desventuras
lhe roubarem o somno agarre-se com Deus...

tomando-lhe a mão e fallando-lhe ao ouvido

Reze constantemente á Senhora das Dôres.
Acceite este rosario e tenha-o por bordão.
É bemaventurado aquelle que padece,
porque é delle, menino, o reino azul dos céos...
E Deus a quem promette estende sempre o pão;
reze e será feliz... Essa alma bem merece...

Ruy

Santa velhinha, santa...

Joaquina, tapando-lhe a bocca

E nem um ai, silencio...
Olhe quem vem ali...

Ruy, voltando-se

O Padre João Fulgencio
e Talitha; meu Deus!... Pobre, infeliz Talitha!...

Joaquina, a Ruy

Parece que ficou um tanto atrapalhado...

Ruy, encobrindo a verdade

Sempre que a vejo, assim tão cheia de bondade e
céga...

Joaquina

Então, que sente?...

Ruy

Uma dôr inaudita,
que reveste de luto as minhas alegrias:
Ha tanta luz espalhada
na concha astral dos espaços!
E os olhos della tão baços!
E a fronte tão macerada!

SCENA II

Os mesmos, Padre João e Talitha

Talitha vem apoiada ao braço de padre João

Padre

Pois Deus Nosso Senhor nos dê muitos bons dias.

assenta Talitha: a Ruy, apertando-lhe a mão

Como passou a noute?

Ruy

Assim; mais descançado...
Sonhando... E o Senhor Cura?...

Padre

Eu? Ah! na minha idade
já se não dorme; eu passo a noute toda em claro,
de rosario na mão, pedindo a Deus por nós!
E quando surge o dia e mal o Sol desponta,
dando o braço a Talitha, encaminho-me á Egreja.

Talitha

Diz a missa que ou ouço...

Padre

E é raro, muito raro,
voltarmos ella e eu, da Egreja a casa, sós.
Ás vezes vem comnosco esse infeliz sargento
que arrasta por ahi o longo soffrimento,
velho e cego tambem, e eu, mortiça candeia,
a conduzir os dois pelas ruas da aldeia!

Talitha

Mas o senhor doutor, por mim nunca dei conta,
nem uma vez, sequer, nos acompanhou! Veja!
No emtanto está comnosco ha sete mezes, não?

Joaquina

Isso mesmo eu já disse...

Ruy

Eu dei a explicação...

Talitha

E poder-se-á saber? Não é curiosidade?

Padre

Talvez seja, talvez...

Ruy

Não é!

Talitha

Então ouçamos!...

Ruy

Eu rezo no silencio o santo sacrificio,
no fundo de minh'alma elevo o meu altar,
sob o docel azul das minhas esperanças!...

Padre

E eu sem conhecer mais essa novidade!...

Talitha

Qual?

Padre

Esta que o Doutor nos deu, mas aprendamos...

Ruy

Padre não é sómente aquelle que a rezar
esgota uma existencia ao peso do cilicio
e vae pelas manhans, feliz como as creanças,
curvar humildemente a fronte e a consciencia,
na sombra da capella, aos pés do Redemptor...

Talitha

Mas ha d'outros, então?

Padre

Eu não conheço, filha!

Ruy

Sacerdote é tambem aquelle que tem culto
ao qual offereceu toda a sua existencia.
Padre, quem se dedica um dia com fervor
a amar alguem na terra a cujos pés se humilha,
tambem é sacerdote...

Padre

E eu, sacerdote, exulto
ouvindo do seu labio esta expressão severa.

Joaquina, que tem guardado silencio, enlevada pelas palavras de Ruy

Bemdito seja Deus! menino, quem me dera
conhecer a mulher que tem um filho assim...

Talitha

Só eu não posso vêl-o!...

Ruy, entre alegre e enleado

Obrigado, Talitha!

Talitha

Não tem que agradecer, disse-o sinceramente!
Que póde desejar mais uma céga, diga?...

Padre

Mas conforma-te, filha, espera que o Senhor,ouvindo-me a oração, tenha pena de mim
e acuda com remedio ao mal dessa desdita!

Ruy

Como eu fôra feliz...

Joaquina

E eu seria contente!...

Ruy

Se pudesse voltar, ó minha boa amiga,
aos seus olhos de céga o perdido fulgor!...

Talitha

Nunca mais, nunca mais...

Padre

Porque é que te condemnas
se toda a nossa vida é uma esperança apenas?...

Talitha

Se é toda de esperanças esta vida,
já me fugiu aquella que voava
bem junto do meu seio e que roçava
sobre a minh'alma a aza foragida.
Nem sei onde ella vae, talvez perdida
nao volte a mim por não morrer escrava
na escuridão da noite immensa e cava
dos meus olhos sem luz e sem guarida...
Nunca mais fulgirás, dôce promessa,
na minha treva densa e prematura,
como o branco luar em noite espessa.
Se vive, o olhar dos cégos não fulgura,
dorme na sombra e de sonhar não cessa
na tristeza sem fim da noite escura!

Ruy

Não descreia, Talitha, as suas illusões
não fugiram, por ora, esparsas na lufada!
Quem foi que lhe roubou a ultima esperança,
que braços sem caricia, ou duras privações
lhe puderam vibrar tão rude punhalada?
Pois bem, toda a minh'alma alegre se abalança
a dizer-lhe, Talitha:—o seu formoso olhar
tão cheio de fulgor, um dia ha de voltar...

Joaquina

Só milagre de Deus!

Padre

E Deus póde fazel-o:
é Pae de todos nós!

Talitha, com desanimo

Tenho rezado tanto!

Ruy

Implore mais ainda, espere, tenha crença!

Talitha

Tenho pedido muito e tanto me flagello
que banho as orações nas bagas do meu pranto
e aqueço-as ao calor da minha dôr immensa.
A mesma escuridão tremenda me apavora,nem um raio do luz, nem um vago lampejo;
nunca mais hei de vêr o campo que se inflora
nem do luar terei um luminoso beijo...

Padre

A tua redempção ainda não surgiu...

Joaquina, pondo as mãos

Eu tenho tanta fé!

Ruy

O meu presentimento
não sei o que me diz...

Talitha

Que o coração sentiu,
que a sua alma pensou nessa dôce ventura,
eu creio porque sei quanto é nobre e bondoso.
Mas eu creio tambem que o meu cruel tormento
sómente acabará no chão da sepultura,
onde tudo tem fim, embora tenebroso!...

Padre, olhando o céo

Perdôa-lhe, Senhor, ella ignora o que diz...
Se tem soffrido tanto esta pobre infeliz!...

Talitha

Eu sei bem o que disse; a minha crença é essa.
Ha muito que eu imploro ao céo a protecção
e rezo com fervor á dôce Conceição,
pedindo-lhe, a chorar de dôr, que não esqueça
a minha noite escura e tristemente agrestecomo a sombra que faz a copa de um cypreste.
Aos pés do seu altar curvei-me como escrava
e emquanto pela igreja o incenso espiralava,
e as simples orações subiam na espiral,
fechei-me na mudez do meu fervor mental
e fiz uma promessa...

Ruy, com interesse

E então qual foi, Talitha?

Talitha

Votar a minha vida ao divino serviço,
se um dia terminasse o meu padecimento;
nem peço mais a Deus, é tudo o que cubiço.

Ruy

E se tornar a ver?

Talitha

Entrarei num convento
a vestir o burel de freira Carmelita.

Padre, crente, pondo as mãos

Se Deus te ouvisse, filha!

Joaquina, com uncção religiosa

E o Bom Jesus quizesse!...

Ruy, com amargura

Se tivera valor a minha humilde prece!...

Talitha, curiosa

Se tivera valor, que lhe faria, Ruy?

Ruy

Não pediria a Deus esse milagre extremo...

Talitha

Porque?

Ruy

Porque seria arrancal-a da treva
e lançal-a de novo em mais cruel negrura.
Juntando toda a fé que de minh'alma flúe
eu iria pedir, como um favor supremo,
que as almas alevanta e os corações eleva,
que me guiasse a mão na lucida aventura
de devolver-lhe um dia ao seu olhar perdido
aquelle brilho antigo e aquelle ardor de outr'ora
que faziam inveja ao proprio olhar de Flóra!

Padre

E seria capaz?

Joaquina

Credo!

Sae

SCENA III

Padre João, Ruy e Talitha

Ruy

E tão convencido
estou de que o Senhor a mão me guiaria
nesse instante feliz, que não hesitaria
um momento sequer... A simples catarata
é facil de operar e em dez dias exactos
Talitha voltaria á luz que o céo desata
e que dá vida á terra, aos fructos e aos regatos!...
Pense, Talitha, pense e permitta que eu faça
esse dôce milagre.

Talitha

E eu tornarei a vêr
o presbyterio, a fonte, a madrugada, as aves,
as abelhas sugando o mel dos jasmineiros?

Ruy

Os seus olhos verão a luz da eterna graça
no sorriso gracil da alvorada, ao nascer
nas bandas do oriente em nuvens tão suaves,
como um rebanho astral de timidos cordeiros!

Talitha

E que mais hei de vêr?

Ruy

Que mais? Verá tambem
um velhinho a sorrir com lagrimas na face,e uma velhinha branca e trémula a chorar,
e ao pé delles, alegre, o olhar de mais alguem,
numa dôce oração tão leve e tão feliz,
como se a propria brisa aqui se demorasse
um momentinho só tambem para rezar!

Talitha, alegre

E eu voltarei de novo aos encantos da luz?
E hei de vêr tambem o jardim do mosteiro
onde floresce a fé que a nossa vida arrima,
as rosas enfeitando a Virgem que as anima,
o corpo de Jesus exanime e trigueiro,
entre cirios a arder, deitado sobre a cruz?...
E então assim feliz...

Ruy, interrompendo

E então, Talitha, e então?

Talitha

Rezarei pelo Ruy, tão bom, tão generoso,
que trouxe ao meu olhar escuro e tormentoso
a esmola angelical d'um lucido clarão!

SCENA IV

Os mesmos e Joaquina

Joaquina, entrando

Padre Cura, uma carta.

Padre

Uma carta? Mas donde?

recebe-a e examina

Hum! e de quem será?

Talitha

Joaquina, dê-me o braço...

Joaquina dá-lhe o braço. A Ruy

Dr. Ruy, até já.

ao cura

Até já, meu Padrinho...

Ruy, que se tem conservado triste

Talitha!...

Talitha, voltando-se

Meu Senhor!...

Ruy, indo a ella

Perdão, Talitha... nada!

Talitha

Arrependeu-se, não? E tambem não responde...
Desconfia de mim?... Outro tanto eu não faço
Doutor, a seu respeito; eu bem sei, adivinho...

Ruy, com interesse

Que foi que adivinhou?

Talitha, com malicia

Uma coisa adorada...
que só tres corações conhecem bem: o seu,
o della, e o Senhor que tudo vê do céo...

Ruy, admirado

Della, Talitha, quem?

Joaquina, com intenção

Daquella princesinha
d'olhos da côr do céo, vestida de andorinha...

Talitha

Ouviu, Doutor, ouviu?

Ruy

Juro...

Talitha, interrompendo

Não jure falso!...

a Joaquina

Vamos, Madrinha, embora: é tempo de almoçar.

sahem

SCENA V

Padre João e Ruy

Desde que recebe a carta, Padre João lê com a maior attenção. Pela sua face corre toda a expressão de espanto que vae recebendo. Quando sahem Joaquina e Talitha, o Padre conclue a leitura e fica a meditar. Ao approximar-se Ruy, suspende-se.

Padre

Esta agora é que foi!

Ruy

E que foi, Senhor Cura?

Padre

Quem sabe? Póde ser um pequeno precalço,
mas póde ser tambem que venha de mistura
alguma dôr maior. E não posso evitar!...

Ruy

O que essa carta diz deixou sua alma afflicta:
um segredo talvez que vive no seu seio?!...

Padre

Foi, sim, mas ja não é. Agora só receio
que m'a levem daqui...

Ruy