BIBLIOTHECA DE CLASSICOS PORTUGUEZES

Proprietário e fundador--Mello d'Azevedo

(VOLUME LIII)

CHRONICA DE EL-REI D. AFFONSO II

POR

RUY DE PINA

ESCRIPTORIO
147--Rua dos Retrozeiros--147

LISBOA
1906

CHRONICA
DO MUITO ALTO, E MUITO ESCLARECIDO PRINCIPE
D. AFFONSO II.
TERCEIRO REY DE PORTUGAL,
COMPOSTA
POR RUY DE PINA,
Fidalgo da Casa Real, e Chronista Môr do Reyno.
FIELMENTE COPIADA DE SEU ORIGINAL,
Que se conserva no Archivo Real da Torre do Tombo.
OFFERECIDA
Á MAGESTADE SEMPRE AUGUSTA DELREI
D. JOAÕ V.
NOSSO SENHOR
POR MIGUEL LOPES FERREYRA
LISBOA OCCIDENTAL.
Na Officina FERREYRIANA.
M.DCC.XXVII.
Com todas as licenças necessarias.

SENHOR

Miguel Lopes Ferreira.

AO EXCELLENTISSIMO SENHOR
FERNÃO TELLES DA SILVA

Marquez de Alegrete dos Concelhos de Estado, e Guerra del-Rei Nosso Senhor, Gentil homem de sua Camara, Védor de sua fazenda, seu Embaixador extraordinario na Corte de Vienna, ao Serenissimo Emperador José, Condutor da Serenissima Rainha Nossa Senhora a estes Reinos, Academico, e Censor da Academia Real da Historia Portuguesa, &c.

Criado de V. Excellencia

Miguel Lopes Ferreira.

PROLOGO AO LEITOR

Vale.

LICENÇAS DO SANTO OFFICIO

Approvação do Reverendissimo Padre Mestre D. Antonio Caetano de Souza, Clerigo Regular da Divina Providencia, Qualificador do Santo Officio, e Academico do Numero da Academia Real da Historia Portugueza

EMINENTISSIMO SENHOR

D. Antonio Caetano de Souza C. R.

Approvação do Reverendissimo Padre Mestre Fr. Vicente das Chagas, Religioso da Provincia de Santo Antonio dos Capuchos, Lente Jubilado na Sagrada Theologia, e Qualificador do Santo Officio, &c.

EMINENTISSIMO SENHOR

Fr. Vicente das Chagas.

Rocha, Fr. Lancastre. Teixeira. Silva. Cabedo.

DO ORDINARIO

Approvação do Reverendissimo Padre Mestre D. José Barbosa Clerigo Regular da Divima Providencia, Examinador das Tres Ordens Militares, Chronista da Serenissima Caza de Bragança, e Academico do Numero da Academia Real da Historia Portugueza

ILLUSTRISSIMO E REVERENDISSIMO SENHOR

D. José Barbosa C. R.

D. J. A. L.

DO PAÇO

Approvação do Reverendo Beneficiado Diogo Barbosa Machado Presbytero do Habito de S. Pedro, e Academico do Numero da Academia Real da Historia Portugueza

SENHOR

Diogo Barbosa Machado.

Marques P. Pereira. Galvão. Oliveira. Teixeira Bonicho

Coronica do muito alto, e esclarecido Principe D. Affonso II, terceiro

Rei de Portugal

CAPITULO I

Como o Ifante Dom Affonso foi alevantado por Rei e como foi cazado, e com quem, e que filhos legitimos houve

CAPITULO II

Das desavenças que houve antre El-Rei D. Affonso, e as Ifantes suas irmãs, e da guerra que sobre esso se moveo

CAPITULO III

Como foi pelo Papa procedido contra El-Rei D. Affonso por causa da contenda que havia com suas irmãs, e como finalmente foram concordados

CAPITULO IV

Do fundamento que houve para Alcacere do Sal, que era de Mouros, ser cercado, e tomado dos Christãos, e do Bispo de Lisboa principalmente

CAPITULO V

Como Alcacere foi cercado, e com que numero de gente Portuguezes e tambem Estrangeiros

CAPITULO VI

Dos Reis Mouros que vieram por soccorro da Villa de Alcacere, e da primeira batalha que deram, em que foram victoriosos

CAPITULO VII

Da segunda batalha que houve sobre Alcacere, e como os Reis Mouros foram vencidos, e feito grande estrago em suas gentes

CAPITULO VIII

Como os Christãos combateram e tomaram o Castello Dalcacere

CAPITULO IX

Como cinco frades Italianos da Ordem de S. Francisco foram a Marrocos a prégar a Fé de Christo, e primeiramente chegaram a Sevilha, que era de Mouros

CAPITULO X

Como os Frades chegaram a casa do Ifante Dom Pedro, e do que logo fizeram, e como foram tornados a Ceyta para virem a terra dos Christãos, e dahi se volveram outra vez a Marrocos

CAPITULO XI

De um milagre que se fez por causa de Frei Berardo, e como foram presos e atormentados os outros Frades

CAPITULO XII

Como El-Rei de Marrocos fallou com estes Frades, e por os não poder converter a sua seita por si mesmo os matou, e como foram mortos tambem Pedro Fernandes, e Martim Affonso Telo, sobrinho do Ifante

CAPITULO XIII

Como os corpos dos Martyres foram queimados, e despedaçados, e emfim recolhidos por devação, e industria do Ifante Dom Pedro

CAPITULO XIV

Como o Ifante D. Pedro foi tornado a Espanha, e trouxe consigo os ossos, e Reliquias dos Martyres, e as mandou a Santa Cruz de Coimbra, e dos milagres que houve no caminho

CAPITULO XV

Como as Reliquias dos Martyres foram recebidas, e como foi a morte da Rainha Dona Orraca, molher del-Rei Dom Affonso, e das cousas que foram vistas

CAPITULO XVI

Como Santo Antonio por exemplo destes Martyres tomou o habito S. Francisco, e do que seguio em Marrocos por milagre, e da morte del-Rei Dom Affonso

DEO GRATIAS

INDEX DAS COUSAS NOTAVEIS

A

B

C

F

G

H

I

L

M

O

P

R

S

T

V

FINIS LAUS DEO

INDICE DOS CAPITULOS