XV
Rainha e Viuva
(Outubro de 1889)
Só faltava no vosso diadema,
Que na côrte offuscou pompas e galas,
Uma joia, uma bella e fina gemma,
Das perolas irmã, e das opalas.
Era a lagrima santa, muda e calma,
Que encerra em sua esphera crystallina
Toda a magua que vai minando uma alma...
A lagrima,—essa perola divina.
Rainha que choraes, e em regio manto
Vos sentis mais viuva que princeza,
Vosso vulto é maior! que o vosso pranto
Engrandece, na dôr, vossa grandeza.
FIM
ERRATAS PRINCIPAES
Pag. 80, onde se lê—Francamente, a interpretação que o sr. illustre escriptor Theophilo Braga, etc.—deve lêr-se—Francamente, a interpretação que o illustre escriptor snr. Theophilo Braga, etc.
Pag. 125, linha 6, onde se lê—murabuths—, deve lêr-se—marabuths.
Como explanação ás ultimas linhas da pag. 131 e ás primeiras da pag. 132, importa accentuar que, embora a Catastrophe de Portugal se refira aos amores d'el-rei D. Affonso VI com uma mulher publicamente exposta (Pag. 111 e 112), essa mulher só nas Monstruosidades do tempo e da fortuna apparece nomeada pela alcunha de—Calcanhares.
Pag. 189, linha 7, onde se lê—Et la frouchette de Camus—, deve lêr-se—Et la fourchette de Camus.
Pag. 206, linha 6, onde se lê—de Montmoreney—, deve lêr-se—de Montmorency.