VI
—E eu que sei quem elle é! apostrophou o Maldonado, que era o mais silencioso de todos nós.
Achámos graça á observação, espicaçámos o Maldonado.
Elle explicou que tinha estado n'aquelle anno no Porto e que tambem lá tinha apparecido o commendador Piratinino, de fato branco, o qual seguiu d'ali para as Caldas de Vizella.
Era... disse-nos o nome, que não vem para o caso.
Mas como o Maldonado houvesse quebrado o seu silencio habitual, o Vasconcellos intimou-o a dar qualquer pequeno contingente para o nosso Decameron.
Que não; que não sabia historia nenhuma. Que não tinha geito para contar.
E a assemblea insubordinada:{54}
—Que contasse alguma coisa, senão que o levaria o diabo.
—Que de mais a mais o Maldonado não era baldo de gosto litterario: conhecia os poetas gregos, lia muito Theócrito.
—Que, finalmente, contasse alguma coisa obrigada a Theócrito.
Muito instado, cedeu.
—Pois ahi vae um caso, offerecido ao Leotte.
—Oh!
—Uma lição de moralidade para quando elle fôr avô.
—Que genero?
—Genero realista. Eu, infelizmente, não tenho a imaginação do nosso Gonçallinho. Conto o que aconteceu. E, sem mais preambulos, ahi vae.
—Eram dois velhinhos, seccos e rosados, alegres e gaiatos, muito amigos, socios na patuscada, sempre de mãos dadas, como dois banqueiros do amor, nos sindicatos do prazer.
Ambos casados, os marotos, mas azevieiros como Anacreonte. Tendo sugado na flôr do matrimonio todo o mel de uma longa lua nupcial, deitaram a correr aventuras, de braço dado, por amor da variedade, beijando, como borboletas insaciaveis, o nectario de todas as flôres que encontrassem na sua marcha triumphante.
Calados como ratos, de muito segredo e de muita ronha, iam saboreando a vida e zombando{55} da velhice, que apenas ousava nevar-lhes os cabellos, respeitando o coração e o mais.
Tiveram filhos canonicos e souberam educal-os. Conciliando os seus deveres de chefes de familia com os seus apetites de uma mocidade perpetua.
Sempre muito dissimulados, toda a gente os tinha por impeccaveis. Mas elles, a sós, um com o outro, riam-se de toda a gente. Eram solidarios: e confidentes nas suas rapaziadas inverniças, e fechavam a sete chaves o segredo das suas funcçanatas serodias.
Um tivera uma filha, que casou; o outro tivera um filho, que tambem casou. Mas a filha do primeiro não casou com o filho do segundo, por accôrdo dos dois velhos.
—Não quero o teu filho para a minha filha, disse o primeiro ao segundo, em segredo, porque receio que elle saia ao pae, e largue a fazer infidelidades como tu.
E riram os dois, dando-se pansadinhas,—eh!—eh!—como se estivessem em plena verdura da mocidade. Mas em casa, deante do genro e deante da nora, não ousavam falar em Theócrito, a não ser para reproduzir algum verso casto do bucolico grego, como por exemplo aquelle em que a pastora diz a Daphne: «O casamento não tem penas nem dôres; mas sómente alegria e danças.»
Secretamente, no fundo da sua consciencia, elles estavam de accôrdo quanto ás danças do casamento,{56} porque varias vezes se tinham visto mettidos n'ellas por causa da sua libertinagem, receosos das consequencias de alguma conquista aventurosa.
Intimamente, rezavam pela cartilha de Theócrito, não quando elle preconisava as alegrias do casamento, mas quando, por exemplo, fazia o elogio do beijo roubado a uma pastora sem a responsabilidade do matrimonio.
Cada um dos dois velhos teve um neto. Agradeceram muito á Providencia o favor de lhes dar netos do sexo masculino, porque os lisonjeava a ideia de que os netos lhes honrariam, por hereditariedade, a tradição patusca.
Á medida que os rapazes foram crescendo, mais os dois velhinhos frascarios se fecharam em maior discreção, de modo que das suas aventuras serodias não pudesse chegar noticia aos netos.
Pela primavera, quando as arvores rebentavam e os campos erveciam, sentiam-se renascer, vibrar; e sempre que o pé lhes escapava para a folia, cuidadosamente afivelavam a mascara, para não serem apanhados com a bocca na botija.
Os rapazes estavam uns homensinhos, de cara penugenta, e os dois avós concertaram entre si ir-lhes dando algum dinheiro, para que não guardassem toda a mocidade para a velhice.
—Como nós... dizia um.
—Eh! eh! respondia, rindo, o outro.
E ao cabo de alguns momentos de meditação:{57}
—Isto tem que ser por força... exclamava um.
—Isto, o que?
—Dar com a cabeça pelas paredes, e fazer tolices. Portanto, quanto mais cedo a tempestade passar, melhor. Eu bem o sei... Comecei muito tarde, é o que foi...
—E eu!... ponderava o outro.
Ora a verdade era que elles tinham começado desde o principio, que é a maneira mais logica e chronologica de começar.
Os rapazes gastavam dinheiro, que os velhos lhes davam, e como a mocidade não é mais do que a primavera da vida, elles tinham, a respeito dos avós, a vantagem de não precisarem esperar pelo calendario.
Atiravam-se.
A primavera do anno chegára, e os dois velhos, galvanisados por ella, deitaram-se a farejar conquistas por toda essa Lisboa galante.
Mas, como dois gastronomos do amor, que sempre foram, já estavam um pouco aborrecidos de bons petiscos, e o que elles agora queriam, a proposito de petiscos metaphoricos, era achar iguarias optimas.
—Achei! disse uma vez um velho ao outro.
—Aonde?
—Longe, mas bom.
—Aonde?
—Á Penha de França.
—Irra! que é longe! Mas dize lá.{58}
—Vinte e quatro annos. Formas redondas, linhas esculpturaes, frescura, belleza, mocidade. Uma alface, que a gente tem vontade de trincar, para refrescar-se.
—Já o sabes?
—Suspeito-o, pelo que vejo. Mas tenho aqui um bilhete de apresentação para nós ambos.
—Bravo! excellente! Lá iremos...
E á noite, das nove para as dez horas, os dois velhinhos passaram por entre filas de lojas illuminadas, desceram honestamente o Chiado sem olhar para as estrellas cadentes, que lhes davam encontrões, tão honestamente como se fossem á Baixa comprar bolos moles para as esposas desdentadas.
Muita gente os cumprimentava, e elles correspondiam ao cumprimento com a gravidade austera de duas pessoas idosas que fossem caminhando para um lausperenne.
Mas, lá por dentro, no que elles pensavam era no alto da Penha: uma casinha de um andar, menos mal alfaiada, com rotulas verdes no rez-de-chaussée.
E n'um passinho curto, mas rendoso, atravessaram a Baixa, passando honestamente por entre filas de lojas illuminadas, foram andando, andando, ganhando o largo do Intendente, galgando para Arroyos, sempre a rir lá por dentro—eh! eh!—até que começaram a marinhar lentamente pelo Caracol da Penha, aonde o perfume do prazer{59} lhes parecia chegar já, como o bom cheiro de uma cozinha, que se sente ao longe. Chegaram ao alto da Penha.
—É ali, disse um.
—Ha luz no rez-de-chaussée, observou o outro.
E espionaram, que não fosse alguem suspeital-os. Depois, cautelosamente, aproximaram-se das janellas de rotulas verdes. Ouviram conversar, rir. Na Penha de França, ás dez horas da noite, o vicio tem confiança na solidão: não é preciso fechar as portas das janellas.
—Espreitemos e ouçamos.
—Sim... ouçamos e espreitemos.
E após um momento de silenciosa contrariedade:
—Ha homens, e eu conheço as vozes. Depois, puxada a gola ás faces, os chapeus enterrados na cabeça, continuaram escutando.
E, de subito, caminhando para o intervallo das janellas, medrosos, desapontados, disseram, com os labios colados á orelha um do outro:
—São os nossos netos!
De repente, como se ambos obedecessem ao mesmo pensamento, deitaram a descer por ali abaixo, a descer, fazendo da fraqueza forças.
Só na rua direita de Arroyos tornaram a parar. Certificando-se de que não eram seguidos, exclamaram de novo:
—E esta! Eram os nossos netos!...{60}
Foi abraçado o chronista, que realmente nos soubera prender a attenção. O seu numeroso amigo Leotte, em agradecimento da dedicatoria, pegou no Maldonado ao collo. Uma ovação!
A breve trecho, o relogio do Victor dava meia-noite.
—Mas então, apostrophou o Gonçallinho, a gente ha de ir-se embora sem ouvir os rouxinoes?!
Vozes, ao levantar da feira:
—Amanhã!
—Amanhã!
O Gonçallinho Jervis disse-me que ia para o seu quarto escrever.
—O que vaes tu escrever, meu lyrico?
—Vou, antes que me esqueça, dar forma ao outro conto que pensei pelo caminho.
—Ah! A morte do bibliophilo? Pois vae, e ámanhã o lerás.
Ia eu para deitar-me, quando o Leotte, muito intrigado ainda com a historia de D. Maria de Alarcão, entrou no meu quarto, procurando certificar-me de que, para desenvencilhar mysterios de mulheres, tinha elle faro como ninguem. Que eu veria; que ou a rapariga tinha falado com sinceridade ou que elle era um grande tolo, do que não estava convencido.
Depois pegou a contar casos do seu tempo de Coimbra, memorias de condiscipulos e já eu tinha perdido o somno quando elle abordou a historia do seu condiscipulo Barcellos.{61}
—Quem era esse? perguntei.
Como lhe dei trella, foi um gosto ouvil-o.
Barcellos, o grande, passou quasi desconhecido fóra de Coimbra, onde se doutorou, e fóra de Salvaterra de Magos, onde nasceu.
Bohemio e improvisador como Bocage, fez a sua lenda em Coimbra, no meio de uma sociedade de rapazes em que a falta de talento era tida como rarissima falha de toque denunciada na contrastaria intellectual da Universidade. Na terra dos cegos, quem tiver um olho é rei. Mas o Barcellos galgou ao primeiro premio e ao primeiro logar através de uma basta legião de sujeitos em que os anonymos eram pequenissima excepção.
O Barcellos apenas differia de Bocage em não reproduzir pela escripta as suas composições. Falou; toda a sua vida se foi n'isso: falar. Teve improvisos felicissimos, extraordinarios, principalmente em prosa. Verba volant. Os seus discursos não foram fixados pela stenographia. Não são conhecidos no paiz. Mas aquelles que lh'os ouviram, jámais poderão esquecel-os.
De copo em punho, a graça, a verbosidade, a satyra e a anecdota emergiam da onda rubra do Bairrada como Venus do seio da vaga azul do oceano. Uma belleza! um primor!
A Universidade quiz doutoral-o. Elle respondeu que em Salvaterra de Magos um capello era a insignia mais inutil d'este mundo. Redarguiram-lhe{62} que um capello equivalia a uma cathedra. Lá isso não! elle só tinha geito para ser estudante, respondeu. Visto que deixava de ser estudante, iria para Salvaterra annullar-se. Mas a Universidade teimou em dar-lhe o annel de doutor. Elle enfiou-o no dedo, e tratou de annullar-se em Salvaterra.
Metteu-se em casa. Saía da cama para ir jantar, e ás oito horas da noite, de charuto ao canto da bocca, apparecia na botica, que o esperava com interesse. Tomava a palavra, monopolisando-a, logo que lhe lembrassem um assumpto, qualquer que fosse.
Falou-se uma noite da intelligencia dos cães. Um caçador da localidade contou, como quem lança á terra uma semente para que se reproduza, a historia de uma perdigueira, que tinha a idolatria da caça. Em passando um caçador de arma ás costas, ainda que lhe fosse desconhecido, a perdigueira seguia-o. Em ouvindo assobiar, punha-se de orelha fita, e partia. Era um estranho que a chamava? Não se lhe dava d'isso: acompanhava-o. O seu gosto, o seu enthusiasmo era a caça. O caçador disparava o primeiro tiro. Acertava? caía uma perdiz? A perdigueira pulava de contente, estava alegre e interessada para todo o dia. Falhava o tiro? A perdigueira começava a olhar desconfiada para o caçador. Falhava um segundo tiro? A perdigueira amuava, aborrecia-se. Mas se o terceiro tiro falhava, a perdigueira{63} desandava para casa, abandonando o caçador.
O grande Barcellos ouvia sorrindo, aquecendo, vibrando, como Bocage nos mais felizes raptos da improvisação. Lançado o assumpto, apanhava-o no ar, senhoreava-o, fréchava-o de glosas em que a imaginação refervia torrencial.
—Não me admiro, disséra n'essa noite o Barcellos, erguendo-se e passeando, muito peripoletico e muito jovial. Eu lhes conto o que me aconteceu em Coimbra, a proposito da intelligencia dos cães. Era no meu sexto anno. Estava-me preparando para defender theses. Uma estopada que a Universidade me metteu pela porta dentro! Recolhia uma noite para casa, na rua do Correio, paredes meias do predio onde o Mata-frades nasceu. Á esquina da Sé Velha, oiço ganir dolorosamente um canito na escuridade. Aproximo-me, curvo-me...
E, de cocoras, elle representava, como um actor consummado, a sua narrativa.
—Encontro effectivamente um cão, um pequeno cão vadio, um desherdado da fortuna, com uma perna partida. Pobre animal! Levanto-o cautelosamente, chego-me a um candeeiro, examino a fractura. Sinto na minha alma esse generoso impulso de caridade que todo o racional completo sente pelo irracional incompleto. A gente ri-se ás vezes de um homem coxo: mas sente-se abalado perante um cão que anda de perna no ar. São segredos{64} da nossa incomprehensivel natureza, que difficultam o principio theorico da fraternidade universal. Entro em casa, deponho delicadamente o canito sobre a minha cama. Vou á estante. Tiro o primeiro livro encadernado em que puz os dedos. Era um Michelet. Deixal-o ser. Tanto melhor! Um philosopho humanitario estava a calhar para uma acção meritoria. Rasgo a encadernação. Corto-a em tiras, e applico as talas á perna quebrada. Ligo-a. Ponho o cão sobre uma cadeira, cubro-o com a minha capa de estudante. Deito-me. Adormeço.
O grande Barcellos accendeu outro charuto, afastou do pescoço o seu alto collarinho engommado, e proseguiu:
—Ao cabo de vinte dias de tratamento, a fractura tinha solidificado. Tiro ao cão o apparelho cirurgico, e elle, sem lamber a mão que o havia beneficiado, rompe pela porta fóra, desce a escada, safa-se pela rua abaixo de rabo caído. A ingratidão dos cães! meditei eu. Nem um olhar, nem uma caricia, uma demonstração qualquer de agradecimento! Fosse um homem, e abraçar-me-ia. Fosse uma mulher, e beijar-me-ia. Era um cão: safou-se como quem era. Ah! meus amigos, que errado juizo este! Cerca de dez dias depois, estava eu, de papo para o ar, lendo uma d'aquellas coisas que a gente só lê em Coimbra: um doutor. Um doutor que tem escripto é a praga maior que se conhece. Sinto arranhar na porta do quarto:{65} primeira vez, segunda vez, terceira vez. É um gato! disse eu. Atirei fóra o doutor, saltei da cama, pego no meu bastão da noite e abro a porta disposto a enxotar o gato impertinente. Sabem os srs. quem era? Era o meu cão da perna partida, são como um pêro. Mas trazia outro, trazia outro cão, que tambem quebrára uma perna. Achei-lhe graça. «Com que então, disse eu voltando-me para o ingrato canito de que tão cuidadosamente havia tratado, tu pensas que isto aqui é casa de algebista? Achas mais barato do que ir ao endireita? Abriste conta corrente comigo? Mas quando pagas tu, refinadissimo tratante? Safaste-te á franceza: nem uma, nem duas! e trazes-me agora um amigalhote coxo para que eu o concerte?» E o meu cão crivava o seu vivacissimo olhar em mim, como a perguntar-me se eu entendia o sentido da sua visita. O outro, de perna no ar e focinho no chão, esperava pela consulta. «Mas no fim de contas, disse eu, tu tens ao menos uma qualidade nobre: és amigo do teu amigo. Elle quebrou uma perna, é teu parceiro na bohemia, sabes que eu concerto pernas, e vieste cá. Pois vamos lá a isso, meu ingrato de uma figa.» Tiro outro livro da estante, e ponho duas talas de papelão na fractura do canito. Deito-o sobre uma cadeira, mando-lhe dar de comer, mas emquanto espero que a servente traga umas sopas, o introductor safa-se pela escada abaixo. Não está má esta! reflexiono. Com que então isto é chegar, vêr e vencer! Mas... mas{66} pensei que talvez um sentimento de delicadeza obrigasse o meu cão a retirar-se: quereria porventura poupar-me ao sacrificio de sustentar dois hospedes. Seria ou não seria. No dia seguinte vejo-o entrar de repente. Põe-se do chão a olhar para o outro, que estava na cadeira, certifica-se de que elle tem as talas, de que está em tratamento, de que eu sou um endireita acabado e um philantropo inexgotavel. Sái. Durante oito dias ninguem o vê mais, talvez para me significar que confiava plenamente na minha cirurgia. Ao nono dia volta a visitar o amigo. Olha para elle, parece dizer-lhe com os olhos—Isso vae bem—e raspa-se. O curativo chegou a seu termo, e o meu cão nunca mais voltou. Levantei o apparelho com a mestria que dá a pratica. Lembrei-me até de abrir um consultorio para cães; mas tive receio de que a faculdade de medicina me fizesse instaurar processo, visto que eu só podia abrir consultorio para demandistas. O cão safou-se como o outro, sem um olhar, uma caricia, uma qualquer manifestação de agradecimento.
—E nunca mais os viu? perguntaram ao grande Barcellos.
—Lá vamos, respondeu elle. Fiz exame de licenciado, defendi theses, tomei capello. Dia cheio na Universidade, o do capello. Puz na cabeça uma borla doutoral, e recebi auctorisação solemne para acrescentar ao meu nome mais seis lettras. A Universidade confirmou o tratamento que a minha{67} servente me dava desde o primeiro anno. Abraços dos lentes e de toda a mais doutorança; abraços dos estudantes, abraços dos archeiros. A propria Cabra parecia dizer-me: Se eu pudesse descer, mettia-te os tampos dentro. Vou a casa para descansar do capello, emquanto n'um hotel da baixa se prepara o jantar do doutoramento. Desço até á Sé Velha, entro na rua do Correio, aproximo-me de casa e vejo á minha porta, cada um de seu lado, os dois cães que eu concertei, e que me iam dar os parabens! Aqui teem os senhores o que é a intelligencia do cão.
Tal foi—exclamava o Leotte enthusiasmado—a improvisação do grande, do immortal Barcellos n'uma noite da botica. E todas as outras noites eram assim.
—Ó homem! atalhei eu. Vae deitar-te e deixa-me dormir, que são duas horas da noite!{68}
{69}