XXXIII

Bem nos basta aturar o rei do dia,
Que d'inverno a soslaio nos visita,
E de verão nos abrasa em calmaria.
Todo o rei é verdugo e parasita,
Que as entranhas do povo, qual harpia,
Molesta d'extorsões, opprime, irrita;
Por este decilitro vos protesto
Que o governo do rei é o mais funesto.