III
Elle é quem concilia as differenças,
Quem nos concilios hade erguer a voz,
Tirando nova ideia e novas crenças
Das esfriadas cinzas dos avós!
E, sem trabalhos, e sem dôres immensas,
E sem rios de sangue e pranto após,
Rasgando o ventre á velha liberdade
Sairá á luz a joven Egualdade!
É doce vêr assim, á luz da esperança,
Pelo futuro dentro, as cousas bellas…
Prevêr do céo humano essa mudança,
Que em sóes converte as minimas estrellas!
Do passado infeliz eis a vingança!
E dos mortos as faces amarellas,
Córando de ventura e de alegria,
Hãode surgir, emfim, á luz do dia!