IX.

Ignoto Deo.

Um diluvio de luz cáe da montanha:
Eis o dia! eis o sol! o esposo amado!
Onde ha, por toda a terra, um só cuidado
Que não dissipe a luz que o mundo banha?

Flor, viração, e prado, e erma penha,
Revolto mar ou golfo socegado,
Onde ha hi ser de Deus tam olvidado
Pra que alivio do ceu o ceu não tenha?

—Deus é Pae! Pae de toda a creatura:
E a todo o ser o seu amor assiste:
De seus filhos o mal sempre é lembrado—

—Ah! se Deus a seus filhos dá ventura.
N'esta hora santa… e eu—só—posso ser triste…
Serei filho, mas filho abandonado!