VIII.
A M. C.
Poz-te Deus sobre a fronte a mão podrosa!
O que fada o poeta e o soldado
Pousou em ti o olhar d'amor veládo
E disse-te! «mulher, vai! sê formosa.»
E tú, descendo na onda armoniosa,
Pousaste n'este solo angustiado
—Estrela envolta n'um clarão sagrado,
Do teu olhar d'amor na luz radiosa—
Ah!… quem sou eu, para poder mercer-te?
Deu-te o Senhor, mulher! o que é vedado,
Anjo! deu-te o Senhor um mundo á parte.
E a mim, a quem deu olhos para ver-te,
Sem poder mais… ca mim o que me ha dado?
Voz pra cantar, uma alma para amar-te!