VII

*Ella*

Quando ella emfim morrer, verão os vivos
Cortando o ar uns ais de sentimento,
Como os lugubres córos dos captivos
N'um triumpho, ou n'um grande saímento.

Ouvir-se-hão soluços pelo vento,
Elogios, ais fundos, fugitivos,
Que dirão:—«Lá se vão meus lenitivos!
Morreu a Espada, a Lei, Guia e Sustento!»

O seu tumulo terá goivos e rosas,
E vãs estatuas lividas, chorosas,
E epitaphios em lugubre latim.

Terá palmas mais verdes que a Esperança;
—Mas a alma, em cima, escreverá:—Descança!
Serpente, irmã de Judas e Cain!