SE EU FOSSE QUERIDO!
Se eu fosse querido d’um rosto formoso,
Se um peito extremoso—podesse encontrar,
E uns labios macios, que expirão amores
E abrandão as dores—de alheio penar;
A tantos encantos minha alma rendida,
Votara-lhe a vida—que Deos me quiz dar:
Constante a seo lado, seos sonhos divinos
Aos sons dos meos hymnos—quizera embalar.
Depois, quando a morte viesse impiedosa
Da amante extremosa—meos dias privar,
De funda saudade minha alma rendida
Votara-lhe a vida—que Deos me quiz dar.