II
CONDE D'ARNOSO, BERNARDO
Este nunca buscou, na lucta ingloria,—fama
Ou proveito. A Ambição, mesmo a mais alta e pura,
Nunca o cegou. Jamais uma ephemera chamma
De orgulho vão tremeu na sua nobre figura!
Foi cortesão; mas da Honra e do Dever escravo.
Nunca esgar de lisonja o seu lábio manchou;
E entre vis defecções, elle só, como um bravo,
Luctou, soffreu, mas nunca o Mestre renegou!
Alma de Campeador! Num disfarce mundano,
Nunca ninguem sonhou coração mais humano,
Mais terno, e ao mesmo tempo, altivo coração!
Ultimo Cavalleiro, á hora em que morria,
No Pantheon Real, da lampada que ardia
Extinguiu-se de todo o ultimo clarão…