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Todas as tardes, vou Léman acima
(E leve o tempo passa nessas tardes)
A pensar em Coimbra. Que saudades!
Diogo Bernardes deste meigo Lima.
Na solidão, pensar em ti, anima,
Oh Coimbra sem par, flôr das Cidades!
Os rapazes tão bons nessas idades
(Antes que a Vida ponha a mão em cima...)
Alegres cantam nos teus arrabaldes.
Por mais que tire vêm cheios os baldes,
Mar de recordações, poço sem fundo!
Freirinhas de Tentugal, passos lentos!
E o chá com bolos, dentro dos conventos!
Meu Deus! meu Deus! e eu sempre a errar no Mundo!