SCENA XI

ELECTRA, MAXIMO, MARQUEZ E RICARDO (Principia a escurecer)

Electra

(consternada, procurando um refugio em Maximo) Maximo, ampara-me! Livra-me do terror que me inspira este homem.

Maximo

Conta commigo. Não tenhas medo. (Pega-lhe nas mãos)

Marquez

Começa a escurecer. Vamos.

Electra

Vamos... (Incredula e medrosa) Então, deveras, sempre vou comtigo?

Maximo

Juntos n’esta hora, como o seremos para toda a vida...

Electra

Comtigo para sempre? (Augmenta a escuridão)

Ricardo

(á porta da esquerda) Snr. D. Maximo, o branco deslumbrante!

Marquez

(a Ricardo) A fusão está feita. Creio que se podem apagar os fornos.

Maximo

(com effusão beijando as mãos de Electra) Minha alma, minha consolação, minha alegria! comtigo para todo sempre... O que vou dizer aos nossos tios é que te peço, que te faço minha, que serás a minha mulher e a mamãsinha dos meus filhos.

Electra

(opprimida, como se a alegria a transtornasse) Não me enganas?... Virei a viver sempre com os teus meninos? Serei entre elles a menina maior?... Serei tua mulher?

Maximo

(com voz forte) Sim. (Illuminada a casa do fundo, resplandece com viva claridade toda a scena)

Marquez

Vamo-nos. É noite.

Electra

É o dia!... o meu dia eterno! (Maximo enlaça-a pela cintura e saem. O marquez segue-os)

FIM DO TERCEIRO ACTO